MEU DEUS, MINHAS CARIOCAS! PAREM AS MÁQUINAS, DESLIGUEM O FOGÃO E SEGUREM ESSA NOTÍCIA! Eu estava aqui no meu querido Cosme Velho, tentando entender como o Brasil consegue transformar uma eleição presidencial em uma temporada interminável de suspense político, quando me aparece o deputado federal Maurício Marcon, do PL do Rio Grande do Sul, com uma declaração daquelas capazes de fazer Brasília engasgar com o cafezinho.
Segundo Marcon, Flávio Bolsonaro, derrotado na disputa presidencial, deixou o Brasil e estaria a caminho dos Estados Unidos, onde permaneceria em exílio. O parlamentar, aliado da família Bolsonaro, apresentou a saída do senador como uma reação a uma suposta ofensiva judicial conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
E TEM MAIS, MINHAS FILHAS! Marcon afirmou que, apenas sete minutos depois da divulgação do resultado eleitoral, Moraes teria determinado a apreensão do passaporte e de documentos de Flávio Bolsonaro em um processo relacionado a uma suspeita de ocultação de patrimônio. A acusação é grave, mas a existência dessa ordem judicial e o horário em que teria sido expedida ainda precisam de confirmação independente.
O deputado foi além. Na sua interpretação, a suposta medida judicial faria parte de uma estratégia para pressionar senadores a apoiar Davi Alcolumbre na disputa pelo comando do Senado. Marcon sugeriu que Flávio Bolsonaro poderia ser utilizado como instrumento de pressão política, numa tentativa de impedir o avanço de pedidos de impeachment contra Moraes. Trata-se de uma acusação feita pelo parlamentar, sem provas apresentadas na declaração reproduzida.
E EU AQUI, MINHAS FILHAS, OLHANDO PARA O MEU CAFÉ E PENSANDO: O BRASIL NÃO TEM MAIS INTERVALO COMERCIAL? Porque Marcon não parou na denúncia. O deputado também defendeu que os senadores comprometidos com o impeachment de Moraes rejeitem Alcolumbre e apoiem Rogério Marinho ou outro nome indicado pela oposição.
Na avaliação do parlamentar, a suposta saída de Flávio Bolsonaro representaria um revés para os planos que ele atribui ao ministro do STF. Marcon ainda afirmou que o senador pretende denunciar nos Estados Unidos o que considera perseguição política no Brasil e continuar exercendo influência sobre seus apoiadores.
Agora, minhas queridas, existe uma diferença monumental entre uma declaração explosiva e um fato comprovado. Maurício Marcon anunciou a saída de Flávio Bolsonaro e apresentou sua versão dos acontecimentos. Isso não significa, por si só, que o exílio, a ordem de apreensão do passaporte ou a suposta articulação envolvendo o Senado estejam confirmados.

E enquanto Brasília tenta descobrir onde termina a disputa eleitoral e começa o próximo capítulo dessa guerra política, eu sigo aqui no Cosme Velho com uma certeza: quando um deputado anuncia que um candidato derrotado deixou o país e acusa um ministro do Supremo de tentar controlar uma eleição no Senado, a notícia exige mais do que escândalo. Exige documentos, respostas e apuração.