Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Flamboyant faz aposta pesada em inteligência artificial com a UFG em Goiás

O grupo Flamboyant assinou no dia 10 de junho, na abertura do Conecta CEIA, um termo de cooperação com a UFG para levar inteligência artificial a todas as unidades de negócio. E esta coluna já percebeu que goiano, quando resolve se modernizar, não brinca em serviço.

Kátia Flávia

11/06/2026 9h48

O termo de cooperação prevê a expansão de projetos de inteligência artificial em diferentes unidades do grupo Flamboyant em Goiás. - Reprodução Instagram

O termo de cooperação prevê a expansão de projetos de inteligência artificial em diferentes unidades do grupo Flamboyant em Goiás. – Reprodução Instagram

Eu estava no meio do treino de pernas na minha academia do Leblon, suando a beleza que Deus me deu, quando o celular começou a tremer na bancada. Era fonte de Goiás, daquelas que ligam ofegantes porque sabem que eu largo o agachamento por uma boa informação. Sentei no banco, enxuguei a testa e liguei o modo coluna, porque quando Goiás me telefona falando de inteligência artificial é porque tem dinheiro grande se mexendo no Centro-Oeste.

E tem. No dia 10 de junho, na abertura do Conecta CEIA, o grupo Flamboyant assinou com a Universidade Federal de Goiás um termo de cooperação para meter inteligência artificial em tudo que é canto do império. A festa rolou no Flamboyant Hall, que sediou o evento de 10 a 12 de junho, um dos maiores encontros de IA da América Latina. Não foi reuniãozinha de departamento, foi assinatura com plateia, fotógrafo e gente importante de gravata.

Quem botou a caneta no papel foi a CEO Alessandra Louza, ao lado da reitora da UFG, a professora Sandramara Chaves, e da professora Telma Woerle, que comanda o CEIA. Tinha figura graúda do setor prestigiando, como Anderson Soares e Arlindo Galvão, dois mandachuvas do tal centro de inteligência artificial. O acordo vai espalhar tecnologia pelo Flamboyant Shopping, pelo Urbanismo, pelo Instituto e pela Agropecuária, com projeto de experiência do cliente e automação que aproveita os dados que a casa já tem. Marca que existe desde 1906 e que sempre mandou no metro quadrado mais caro de Goiânia agora também quer mandar no algoritmo.

E não pense que é conversa de quem chegou agora na modernidade. Em 2025 o Flamboyant Shopping levou o primeiro lugar no Prêmio Abrasce na categoria de tecnologia aplicada à operação, com um sisteminha que junta software de controle e chatbot para resolver chamado de manutenção sem dor de cabeça. Em 2026 voltaram a aparecer entre os finalistas, e a tal CEO já saiu anunciando que tem oito projetos mapeados para tocar junto com o CEIA, que por sinal é o principal centro de inteligência artificial da América Latina. Goiás sentou na mesa grande e quase ninguém viu.

Faço minha aposta daqui do Leblon, ainda de roupa de ginástica e com o telefone quente na mão. Enquanto o eixo Rio de Janeiro e São Paulo fica discutindo quem inventou a inteligência artificial primeiro, o agro e o shopping de Goiânia já estão treinando a máquina para vender mais e abrir menos chamado. O interior vai chegar no futuro de chinelo e na frente de muita gente engomada.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado