Príncipe Harry e Meghan Markle matricularam Archie, de 7 anos, e Lilibet Diana, de 5, em uma escola preparatória de elite no Reino Unido que custa mais de R$ 180 mil por ano. O nome da instituição não foi divulgado, justamente para preservar a segurança e a privacidade das crianças.
Eu estava no Cosme Velho trocando a água das flores da sala e separando os galhos que já tinham passado do ponto quando li a lista de comodidades da escola. Parei com o vaso na mão. Porque não estamos falando de uma escola com pátio, cantina e aula de educação física; estamos falando de piscina coberta, campos de futebol, acesso a rio para caiaque e refeitório gourmet.

Segundo o Page Six, os pais receberam uma carta antes do início das aulas com uma orientação bem objetiva: nada de tirar fotos ou gravar vídeos dos alunos. Eu concordo plenamente. Se a escola decidiu proteger as crianças, especialmente as de uma família que vive sob lupa mundial, não falta pai de grupo de WhatsApp tentando virar paparazzo de uniforme.
O campus também tem academia, estúdios de arte, sala de culinária, laboratórios de ciência, teatro, centro de música e salas para ensaios e recitais. No cardápio, café da manhã, almoço e jantar com pratos como falafel e paleta de cordeiro assada lentamente. Eu terminei de arrumar as flores e pensei que, aos sete anos, Archie já vai ter uma vida escolar com mais infraestrutura que muito hotel cinco estrelas.
A entrada dos filhos de Harry e Meghan na instituição acontece após a volta do casal ao Reino Unido, depois de anos morando na Califórnia. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a mudança aproxima a família do rei Charles III, diagnosticado com câncer em 2024, e ocorre após uma reaproximação entre pai e filho.

O primo George, de 13 anos, também começa uma nova fase escolar neste mês ao ingressar no Eton College, tradicional colégio onde William e Harry estudaram. A diferença é que Archie e Lilibet chegam já cercados por uma regra que transforma qualquer celular em item quase diplomático.
Eu coloquei o vaso de volta na mesa e fiquei imaginando a cena: crianças chegando para a aula, pais tentando parecer discretos e uma carta avisando que ninguém vai registrar nada. O Reino Unido pode ter realeza, rios, castelos e uniforme impecável, mas uma coisa é universal: toda escola sabe que o maior risco de vazamento começa na mão de adulto com câmera.