Cheguei à academia, no Leblon, ainda pensando no susto do Samuel, filho mais velho de Antônia Fontenelle, quando uma das meninas que treinam comigo, amiga da Antônia, me contou como ela está: desolada. E, mesmo assim, a campanha continua hoje (21).
O que se sabe vem da própria Antônia. No domingo (20), por volta das 4h, ela recebeu o telefonema de um amigo de Samuel, já do hospital. Ele estava na casa de um casal de amigos quando teve arritmia intensa e dor no peito e precisou de atendimento médico. Antônia cancelou os compromissos do dia para ficar ao lado dele.

Segundo ela, o episódio teria acontecido depois de uma mistura de medicamentos. Ela contou que os médicos já tinham alertado o filho sobre esse risco, com a frase “Você pode morrer”, e que não foi a primeira internação dele. Sobre como Samuel está agora, não há informação confirmada, e eu não vou completar esse buraco.
Foi nesse mesmo domingo que Antônia falou de uma parte da vida familiar que costuma preservar, principalmente a pedido do próprio filho. Samuel foi diagnosticado com transtorno do espectro autista nível 2. Ela acompanhou por anos tratamentos ligados a TOC, depressão, ansiedade e TDAH sem perceber que também fazia parte da realidade das mães atípicas. “Eu não sabia que era uma delas”, afirmou. A saúde mental dessas mulheres é uma das bandeiras da campanha dela, e ela disse que já ouviu de várias mães, nos encontros, a surpresa de descobrir que a candidata vive algo parecido dentro de casa.
A amiga dela me disse que Antônia está abalada, mas em campanha. Cancelar a agenda de um dia nunca significou suspender a candidatura, e hoje ela retoma os compromissos. Por ora, o que importa é o Samuel. O resto eu conto quando tiver informação confirmada.