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Kátia Flávia
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Filhas da Nação lança núcleo feminino com 160 meninas no Lago Paranoá

O projeto que desde 2017 transforma vidas com canoa havaiana e stand up paddle no DF acaba de criar uma frente exclusiva para adolescentes de escolas públicas e casas de acolhimento, com patrocínio da Neoenergia via Lei de Incentivo ao Esporte

Kátia Flávia

22/04/2026 11h00

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O projeto que desde 2017 transforma vidas com canoa havaiana e stand up paddle no DF acaba de criar uma frente exclusiva para adolescentes de escolas públicas e casas de acolhimento

Ainda estava digerindo o orecchiette e a declaração da Milena para a Globo quando Gabriela Speziali me ligou de Brasília com uma notícia que fez o Lago Paranoá parecer ainda mais bonito daqui de Puglia. Parei tudo. Isso merecia atenção inteira.

Nesta quarta-feira (22), o Projeto Filhas da Nação deu largada oficial ao seu núcleo exclusivamente feminino: 160 meninas entre 12 e 18 anos, vindas do Lar de São José, do CEF Escola do Bosque em São Sebastião e do CEF 12 em Ceilândia, vão ter aulas gratuitas de canoa havaiana e stand up paddle no Lago Paranoá, além de atividades de bem-estar, autoestima e planejamento de futuro. O projeto está na Lei de Incentivo ao Esporte do DF e tem o patrocínio da Neoenergia. A abertura reuniu os fundadores Gabriela Speziali e Tiago Souza, representantes da Secretaria de Esportes do DF e o presidente da Ascade, Francisco Morais, que desde 2017 sedia o projeto.



Desde que a iniciativa passou a ser viabilizada pela Lei de Incentivo ao Esporte, em setembro de 2025, o projeto saltou para cerca de 300 participantes ativos. O anúncio do Filhas da Nação explodiu nas redes de esporte e empoderamento feminino de Brasília, com a frase de Gabriela Speziali sendo amplamente compartilhada: “Quando uma menina ocupa esse espaço, ela fortalece sua autoestima, rompe ciclos de vulnerabilidade e passa a se enxergar como protagonista da própria história.” Daniele Mendes, diretora da Lei de Incentivo ao Esporte do DF, também marcou presença e reforçou o apoio institucional.

O que o casal Gabriela e Tiago construíram aqui é um daqueles projetos que só funcionam porque têm alma. Nove anos de Lago Paranoá, mais de 4.500 pessoas impactadas, e agora a decisão de olhar especificamente para meninas em situação de vulnerabilidade e dizer: o esporte de alto padrão também é de vocês. Pegar um remo e encarar o lago com a própria força tem um efeito que nenhuma palestra motivacional substitui, e eles sabem disso.

Enquanto 160 meninas do DF se preparam para remar de frente para o espelho d’água do Paranoá, eu fico aqui no Adriático pensando que o Brasil, quando quer, inventa o futuro com recursos sérios e gente comprometida. Gabriela, Tiago: vocês me devem um passeio de SUP quando eu voltar.

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