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Kátia Flávia
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Filha de Regina Duarte sugere perseguição a Flávio e fala em “regime que prende opositores”

Gabriela Duarte publicou mensagem política após a saída de Flávio Bolsonaro do país, mas não citou o ex-candidato diretamente

Kátia Flávia

28/10/2026 16h15

Gabriela Duarte publicou reflexão política que foi associada ao caso de Flávio Bolsonaro

Gabriela Duarte publicou reflexão política que foi associada ao caso de Flávio Bolsonaro

Gabriela Duarte movimentou as redes ao publicar uma reflexão que foi interpretada como defesa de Flávio Bolsonaro após a derrota eleitoral e as medidas judiciais envolvendo o ex-candidato. “Como é mesmo o nome do regime que persegue e prende seus opositores?”, questionou a atriz nos Stories.

Eu já tinha trocado de roupa e pegado minha ecobag para sair quando parei diante dessa frase. Porque, minha gente, chamar de “regime” uma situação política sem citar quem, qual decisão ou qual processo é lançar a indireta e deixar o povo montar o quebra-cabeça.

Gabriela não mencionou Flávio pelo nome, mas a postagem surgiu em meio à repercussão da viagem dele aos Estados Unidos e da ordem para entregar os passaportes. A associação foi imediata, até porque o assunto dominou a conversa política do dia.

A atriz também compartilhou uma frase atribuída a Barack Obama: “Na política e na vida, ignorância não é uma virtude”. Eu, com a bolsa no ombro e pronta para descer, fiquei pensando que a postagem veio com pacote completo: pergunta provocadora, frase de efeito e zero nome citado. O famoso recado que diz muito sem assumir tudo.

A manifestação chama atenção porque Gabriela já afirmou publicamente que tem diferenças políticas em relação à mãe, Regina Duarte. Em entrevista, ela disse que Regina se posiciona de uma forma que não corresponde à dela.

Mas a história, minhas filhas, mostra que política em família é uma panela de pressão: uma hora alguém tira a tampa. E, desta vez, Gabriela foi para os Stories justamente quando a família Bolsonaro voltou ao centro do noticiário.

Não há indicação de que a atriz tenha comentado diretamente uma decisão específica ou apresentado elementos para sustentar a comparação com um regime que persegue opositores. O post, porém, bastou para dividir opiniões e alimentar a leitura de que ela saiu da posição mais reservada.

Eu fechei a porta de casa pensando que, na era do Story de 24 horas, uma pergunta solta pode render uma semana de discussão. Gabriela não escreveu o nome de Flávio, mas deixou a política inteira tentando preencher a lacuna.

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