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Kátia Flávia
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Ferrock faz 40 anos com Black Pantera e dois dias de rock grátis em Ceilândia

Festival chega à 41ª edição nos dias 6 e 7 de setembro, com dez bandas, DJs e entrada franca. Black Pantera fecha a programação, que ainda terá uma homenagem ao baixista Célio de Moraes.

Kátia Flávia

31/08/2026 15h30

Quatro décadas de rock! O Ferrock celebra 40 anos em Ceilândia com dois dias de programação gratuita e Black Pantera fechando a festa. - Hugo de Brito

Quatro décadas de rock! O Ferrock celebra 40 anos em Ceilândia com dois dias de programação gratuita e Black Pantera fechando a festa. – Hugo de Brito

Eu estava no Cosme Velho correndo com um bolo de laranja de um lado para o outro, porque inventei de assar bolo no meio de uma sequência de reuniões. Quando vi “40 anos de Ferrock”, larguei a forma, peguei o telefone e comecei a ligar para os organizadores. Gente, QUARENTA ANOS. Tem casamento que não chega ao terceiro verão.

O Ferrock ocupa a Praça Ferrock, em Ceilândia, no domingo (6) e na segunda feira (7), feriado, das 10h às 20h. A 41ª edição terá dez bandas, DJs e entrada gratuita. É rock para entrar sem pulseirinha VIP, sem lote virando e sem precisar vender um rim na bilheteria.

E olha quem encerra a segunda: Black Pantera, às 19h. O trio mineiro chega a Ceilândia dois dias depois da apresentação prevista no Rock in Rio, em 5 de setembro. Na programação também estão O Dia D, Navelouca, Os Bucho Quebrado, Parafernália, Alínea 11, Seconds of Noise e Amados Mortos, além dos DJs.

O domingo terá um momento especialmente dedicado a Célio de Moraes, o Celião, baixista ligado à cena musical de Ceilândia, morto em abril deste ano. Bazar Band e Os Merah se reúnem com convidados para uma jam session em homenagem ao músico.

E o Ferrock chega aos 40 com currículo de adulto respeitável. Criado em 1986, o projeto afirma ter realizado 41 edições e reunido mais de 100 mil espectadores ao longo de quatro décadas. Pela história do festival já passaram nomes como Napalm Death, Johnny Winter, Uriah Heep, Suffocation, Sepultura, Made in Brazil, Patrulha do Espaço e Tom Zé.

Agora me deem licença porque o telefone está numa mão e o bolo de laranja na outra. Se sobreviverem os dois até o fim dessas ligações, considero oficialmente um milagre do rock nacional.

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