Eu ainda estou na oficina mecânica tentando resolver a vida do meu carro quando olho para o celular e vejo Félix. Gente. Félix! Comecei a dar pulinhos no meio da oficina. O mecânico olhando para mim sem entender nada e eu querendo explicar que não era o orçamento do carro que tinha me deixado daquele jeito. Era Félix de Amor à Vida. Eu amo esse homem.
E a Globo resolveu ressuscitar justamente uma das criaturas mais deliciosamente complicadas de sua dramaturgia. Félix de Amor à Vida estreou no Globoplay em 22 de setembro, com a história do personagem de Mateus Solano remontada em episódios curtos e verticais, pensados para assistir pelo celular.

Calma que não inventaram uma continuação escondida de Amor à Vida. É uma reedição concentrada na trajetória de Félix, recuperando seus conflitos familiares e, claro, suas armações. E vamos combinar: se existe personagem com material suficiente para ganhar uma novelinha só dele, é esse cidadão.
Na trama original, Félix carregava a rejeição do pai, César, a inveja da irmã, Paloma, e uma obsessão pela herança da família. Foi ele quem sequestrou a sobrinha recém-nascida e a abandonou numa caçamba de lixo, dando início a uma sequência de mentiras e conflitos que atravessou a novela.
Mas tem uma história interessante por trás dessa volta. O Globoplay está usando personagens conhecidos da Globo para apostar nos microdramas verticais. Em vez de exigir que o público reveja uma novela inteira, o streaming recorta uma trajetória específica e entrega tudo em capítulos rápidos para a tela do telefone.
Os sete primeiros episódios de Félix de Amor à Vida estão disponíveis também para quem não assina o Globoplay.
E eu continuo aqui na oficina, feliz com Félix e aguardando notícias menos felizes do meu carro.

Porque Félix pode até ter voltado depois de tantos anos.
Quero ver quem ressuscita a minha conta depois que esse mecânico terminar.