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Kátia Flávia
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Felipe Neto chama Tranca-Rua de “diabo” e médium reage: “Exu é proteção”

Influenciador reconheceu o erro e pediu desculpas após ser alertado sobre o significado religioso do nome. Robério de Ogum diz que o episódio expõe um preconceito antigo contra religiões de matriz africana.

Kátia Flávia

02/09/2026 12h30

Felipe Neto pediu desculpas após associar Tranca-Rua ao diabo. O médium Robério de Ogum comentou o episódio e reforçou: “Exu é guardião, é proteção”.

Felipe Neto pediu desculpas após associar Tranca-Rua ao diabo. O médium Robério de Ogum comentou o episódio e reforçou: “Exu é guardião, é proteção”.

Gente, eu estava tomando café no Cosme Velho quando li “Tranca-Rua” e “diabo” na mesma história e larguei a xícara. Porque aí a fofoca acaba e começa uma conversa que o Brasil ainda precisa ter. Felipe Neto usou o nome de Tranca-Rua como referência ao diabo durante um vídeo de terror e foi alertado pelos próprios seguidores sobre o erro.

Depois de entender o significado religioso do termo, Felipe reconheceu publicamente o equívoco e pediu desculpas aos seguidores de religiões de matriz africana. E isso precisa entrar na conta também. Errou, foi avisado, procurou entender e voltou atrás.

Quem entrou na discussão foi o médium e vidente Robério de Ogum. Ele bate justamente numa confusão que atravessa gerações: a associação de Exu com o diabo. “Exu é guardião, é proteção”, afirmou, ao falar sobre o preconceito religioso que ainda cerca essas tradições.

Robério contou que conhece essa história na pele. No início de sua trajetória, quando fazia trabalhos em encruzilhadas, ouvia gente chamá-lo de “filho do diabo” e “filho do capeta”. Para ele, desmistificar essas associações passa por explicar a religião com clareza, conceito e informação.

E aqui está o ponto que me fez largar a fofoca e prestar atenção de verdade: o próprio Robério não transformou Felipe no vilão da história. Pelo contrário, reconheceu que o influenciador fez algo que muita gente se recusa a fazer quando pisa feio na bola: admitiu o erro e pediu desculpas. A discussão, segundo ele, é maior. É sobre uma ideia equivocada que continua circulando e alimentando intolerância religiosa.

No fim, Robério espera que toda a repercussão sirva pelo menos para fazer gente pesquisar antes de repetir uma associação dessas. “O preconceito muitas vezes nasce da ignorância”, resumiu. E, olha, nesse caso, informação vale mais do que qualquer barraco de internet.

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