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Kátia Flávia
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Fabiana Justus volta ao centro do debate sobre leucemia após remissão

Diagnosticada com leucemia mieloide aguda em 2024, empresária participará de congresso sobre tratamento pelo SUS. Encontro acontece em São Paulo no dia 29 de setembro.

Kátia Flávia

21/09/2026 15h01

Após enfrentar a leucemia mieloide aguda e passar por um transplante de medula óssea, Fabiana Justus leva sua experiência para um debate sobre o acesso ao tratamento pelo SUS.

Após enfrentar a leucemia mieloide aguda e passar por um transplante de medula óssea, Fabiana Justus leva sua experiência para um debate sobre o acesso ao tratamento pelo SUS.

Eu estava terminando de ler uma pauta quando bati o olho no nome de Fabiana Justus.

Fabiana passou por um diagnóstico de leucemia mieloide aguda, fez transplante de medula óssea e hoje está em remissão. Agora, a experiência dela vai sair do relato pessoal para uma discussão sobre o tratamento de quem depende do SUS.

No próximo dia 29, Fabiana participa do painel “LMA Sem Espera: Caminhos para Avançar o Cuidado no SUS”, durante o 13º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, em São Paulo. A discussão será sobre diagnóstico, novas alternativas de tratamento e, principalmente, acesso. Porque descobrir que existe tratamento é uma coisa. Conseguir chegar a ele no tempo necessário é outra.

Fabiana recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda em janeiro de 2024. Durante o tratamento, compartilhou publicamente etapas como quimioterapia e o transplante de medula óssea, realizado em março daquele ano. Segundo o material divulgado para o congresso, ela está atualmente em remissão.

E há uma mudança recente importante por trás dessa conversa. Em junho de 2026, foi formalizada a incorporação ao SUS de venetoclax combinado à azacitidina para adultos recém-diagnosticados com LMA que não sejam elegíveis à quimioterapia intensiva. A discussão, portanto, não acontece apenas em torno da experiência de uma pessoa conhecida: envolve como novas opções terapêuticas chegam, de fato, ao paciente da rede pública.

Fabiana estará ao lado de especialistas e representantes da área de saúde, entre eles o onco-hematologista Eduardo Rego, presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular; Catherine Moura, CEO da Abrale; e Flavio Devoto, vice-presidente e gerente-geral da AbbVie no Brasil.

A história de Fabiana tornou a leucemia uma palavra conhecida por muita gente que talvez nunca tivesse parado para entender a doença. No dia 29, a conversa muda de lugar: da experiência dela para uma pergunta muito maior e bastante concreta. Quanto tempo um paciente do SUS pode esperar quando a doença não espera?

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