Eu estava no trem entre Salermo e Bari catalogando babados do BBB quando o celular me entregou uma notícia que mistura reality, futebol e concurso de beleza numa só pessoa, e minha reação foi olhar pela janela pro Adriático e dizer em voz alta: “Poliana, minha filha, você não para.” Os outros passageiros italianos me olharam torto mas, gente, eu precisava processar.
O fato é redondo: Poliana Roberta, 30 anos, mineira, ex-Grande Conquista 2, ex-Game dos 100, acaba de ser eleita Miss Copa do Mundo Brasil numa votação online com mais de 60 mil votos. O concurso reúne torcedoras, modelos e personalidades ligadas ao universo do futebol, e Poliana vai representar o Brasil num projeto que aposta em carisma, presença e identificação real com o esporte. Ela diz que acompanha futebol, vive esse universo e achou que fazia sentido se desafiar, e o público de 60 mil pessoas concordou em peso.


Nas redes, os fãs dos realities da Record vibraram, e o nome de Poliana começou a circular em grupos de WhatsApp com aquela energia de “eu avisei que ela ia longe”. O perfil dela ganhou seguidores na velocidade de quem anuncia eliminação no BBB, e a frase “quero causar” que ela soltou na entrevista virou print compartilhado com comentário de “ela tá avisando o mundo.”
Minha leitura de boteco com paisagem italiana é a seguinte: Poliana entendeu que reality te dá musculatura emocional, e concurso de beleza exige exatamente isso, postura, controle e personalidade sob pressão. Ela já ficou semanas na frente das câmeras sem desabar, então a faixa vai em boas mãos. E o detalhe de rejeitar o rótulo de maria-chuteira antes mesmo de colocar a faixa é o tipo de movimento de quem chegou pra jogar, não pra decorar o cenário.
Poliana Roberta saiu de Minas Gerais, passou por concursos regionais, entrou em dois realities pesados e ainda arrumou tempo de virar Miss Copa do Mundo Brasil com 60 mil votos. A essa altura, quando ela diz que gosta de desafio, eu acredito. Minha única dúvida é qual reality ela vai entrar assim que a Copa do Mundo terminar.