Erik Marmo perdeu a casa onde vivia com a família em um incêndio em Los Angeles, nos Estados Unidos. O ex-ator da Globo compartilhou imagens do socorro, agradeceu a ajuda recebida e informou que amigos criaram uma vaquinha para auxiliar na reconstrução da vida da família.
Eu derramei a água que tinha fervido numa caneca azul e levei para a mesa ao lado do caderno. Quando abri o vídeo de Erik, o tom da tarde mudou na hora. Ver uma família perder a própria casa é uma dessas notícias que atravessam qualquer rotina e deixam tudo menor.

O ator mora nos Estados Unidos com a esposa, Larissa, e os dois filhos. Segundo o relato publicado por ele, amigos, familiares e pessoas da comunidade ajudaram a carregar pertences, ofereceram um lugar para eles ficarem e enviaram apoio financeiro depois do incêndio.
“As coisas acontecem. A vida nos apresenta circunstâncias que não podemos controlar. Mas podemos escolher como enfrentar essas situações”, escreveu Erik. “Cercados por pessoas incríveis, tudo fica mais leve em momentos difíceis.”
Eu sentei na mesa com a caneca nas mãos e fiquei pensando nisso. Casa não é só parede, telhado e móvel. É foto guardada, roupa de criança, rotina, lembrança, endereço para voltar depois de um dia ruim. Quando o fogo leva isso, até quem está olhando de longe sente o peso.
Erik também agradeceu o trabalho das equipes de emergência e citou o Corpo de Bombeiros de Beverly Hills, o Corpo de Bombeiros de Los Angeles, a polícia local, a Cruz Vermelha e outros órgãos que prestaram apoio à família depois do incidente.

A vaquinha criada por amigos tem meta de US$ 75 mil, o equivalente a mais de R$ 385 mil. Até o fechamento da reportagem, a campanha já havia arrecadado pouco mais de US$ 33,4 mil, cerca de R$ 171 mil, para ajudar a família a recomeçar em outro lugar.
Eu fechei o caderno e deixei a caneca esfriar sobre a mesa. Não tem deboche que caiba numa história dessas. Erik Marmo foi à internet falar de gratidão no meio de uma perda enorme, e a mobilização ao redor dele prova que, quando a vida desmonta tudo, o cuidado de quem chega para ajudar pode ser o primeiro tijolo da reconstrução.