Rico Melquiades afirmou que está recebendo ameaças e que passou a sair de casa acompanhado por segurança privada após a repercussão de um vídeo gravado com funcionárias. O influenciador é alvo de apurações do Ministério Público Eleitoral e do Ministério Público do Trabalho.
“Eu só saio de casa com segurança agora, eu nunca fui tão ameaçado como estou sendo. Estou amedrontado de sair na rua”, declarou Rico nas redes sociais.

Eu estava terminando a última sequência do pilates, soltando as pernas depois de uma aula puxada, quando li isso. A situação ficou grande demais para caber em vídeo de internet e virou caso para órgãos públicos apurarem.
A gravação que provocou a repercussão mostra Rico dizendo que não queria funcionários que votassem no PT. Ao perguntar a uma trabalhadora sobre sua escolha eleitoral e ouvir uma resposta positiva, ele afirmou: “Tá demitida! Traga sua carteira”.
O Ministério Público Eleitoral enviou o caso à Polícia Federal para apuração criminal, após identificar indícios de possível coação eleitoral. Já o Ministério Público do Trabalho abriu inquérito para investigar a conduta sob a perspectiva de possível assédio moral no ambiente de trabalho.
Eu passei o álcool no aparelho e fiquei olhando para aquilo com a testa franzida. Uma coisa é ter opinião política, outra é usar uma relação de trabalho para pressionar ou ameaçar alguém por causa do voto. O voto é secreto, minha gente, não é item de uniforme.

No vídeo, Rico sustenta que dita as regras por ser quem paga os salários. Mas é justamente esse desequilíbrio entre patrão e funcionário que está no centro das investigações abertas pelos órgãos públicos.
A assessoria do influenciador ainda não havia se manifestado sobre as apurações até a publicação da reportagem. Eu saí do estúdio com a bolsa no ombro pensando que a internet pode ter começado essa história, mas agora quem vai separar fala, conduta e responsabilidade é a investigação.