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Kátia Flávia
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“Essa empresa não tem capacidade”: ex-presidente da Jequiti questiona R$ 1 bi da WePink de Virginia

Lásaro do Carmo Jr. pôs em dúvida a consistência do faturamento bilionário divulgado pela marca; a WePink declarou R$ 1,3 bilhão em 2025

Kátia Flávia

26/07/2026 10h49

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Virginia Fonseca é sócia da WePink, marca de cosméticos que declarou faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2025.

Um corte de podcast colocou Virginia Fonseca e a WePink no centro de uma nova discussão. Lásaro do Carmo Jr., ex-presidente da Jequiti, questionou se a estrutura atribuída à marca de cosméticos seria suficiente para manter, de forma constante, um faturamento bilionário. A WePink informou anteriormente ter faturado R$ 1,3 bilhão em 2025.

Eu já tinha chegado ao endereço do compromisso e permaneci alguns minutos no carro, olhando o movimento da rua, quando esse vídeo caiu no celular. Porque uma coisa é comentar produto, publicidade ou namoro; outra é um ex-presidente de uma empresa do setor aparecer para perguntar, em voz alta, se a conta empresarial fecha.

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Lásaro do Carmo Jr., ex-presidente da Jequiti, questionou a consistência do faturamento bilionário da empresa.

“Você bater um bi, uma vez pode ter acontecido. Mas você ter um bi consistente de faturamento, no mercado de hoje, sem fábrica própria, com grande parte do portfólio sendo maquiagem e perfumaria… Essa empresa não tem capacidade para fazer duzentos milhões. Não tem”, afirmou Lásaro em participação no podcast Made In Brasil.

O executivo não acusou Virginia ou a WePink de fraude. O ponto levantado por ele é operacional: para sustentar vendas nessa escala, seria necessária uma estrutura maior de produção, terceirização, distribuição e logística do que a que ele diz conhecer ou ter ouvido sobre a empresa. É uma crítica de mercado, não uma conclusão comprovada sobre ilegalidade.

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A discussão envolve a estrutura de produção, logística e distribuição necessária para manter vendas em grande escala.

Lásaro afirmou conhecer fornecedores terceirizados do segmento e disse ter recebido relatos de que a WePink teria poucos funcionários. “Indústria, irmão, me desculpa”, completou. Na visão dele, uma empresa com faturamento recorrente de R$ 1 bilhão precisaria de uma operação muito mais ampla.
“Uma empresa para bater bi tem que ter pelo menos umas 1.500 pessoas trabalhando por lá”, calculou. “Por mais que tenha tecnologia, vai ter que ter mil ali por causa de máquina, operação logística. E o que eu duvido é você manter a consistência desse faturamento com uma estrutura que diz ter.”

Eu saí do carro com essa frase rodando na cabeça, porque Virginia construiu uma potência de vendas baseada em internet, lives, influência e um alcance que o varejo tradicional passou décadas tentando alcançar. A discussão, portanto, não é se ela tem público para vender. Isso ninguém parece contestar. A pergunta é se o tamanho da engrenagem acompanha o tamanho do número anunciado.

Nas redes, o corte dividiu opiniões. Parte do público concordou com o ex-executivo e passou a questionar a estrutura da marca; outra parte lembrou a força comercial de Virginia e relatou grande circulação dos produtos em centros logísticos. O debate cresceu justamente porque a WePink já vinha sendo tratada como um dos negócios mais lucrativos ligados a influenciadores no país.

A WePink não teve irregularidades apontadas por Lásaro no trecho que viralizou. O que existe, por enquanto, é uma provocação pesada de alguém que conhece o setor contra uma marca que transformou alcance digital em faturamento de gigante. E, nesse tipo de briga, o número mais caro não é o que entra no caixa. É o que precisa ser explicado.

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