Eu já tinha passado para aquele momento do almoço em que a gente promete dividir a sobremesa e, cinco minutos depois, pede uma inteira para cada uma, quando o telefone começou a vibrar com a polêmica da Shakira. Mostrei para as meninas e a mesa entrou em tribunal internacional: de um lado, as defensoras da Loba; do outro, as fiscais de quadril, cabelo e energia. Eu só observando, porque brigar por Shakira durante a sobremesa é muito Copa do Mundo.
A cantora se apresentou para mais de 80 mil pessoas na abertura do Mundial e cantou “Dai Dai” ao lado de Burna Boy, artista nigeriano. Só que, depois do show, parte do público começou a estranhar a performance e a levantar teorias nas redes sociais.
“Não é a Shaki. Surgiu uma emergência de última hora e acho que chamaram uma dublê porque ela não tem a mesma energia, nem a mesma aparência”, escreveu uma internauta.

A teoria cresceu tanto que alguns usuários passaram a especular se a mulher no palco não seria Rebeca Maiellano, conhecida mundialmente como Shakibecca, uma das imitadoras mais famosas de Shakira. A sósia acumula centenas de milhares de seguidores nas redes sociais e já viralizou diversas vezes justamente pela impressionante semelhança com a cantora colombiana.
Do outro lado da discussão, fãs saíram em defesa da artista e lembraram que Shakira segue sendo um dos nomes mais associados à história recente das Copas do Mundo. Teve quem dissesse que “Copa do Mundo sem Shakira é um desastre” e quem rebateu as críticas afirmando que parte do público espera que a cantora tenha exatamente a mesma aparência e energia de quinze anos atrás.
A defesa faz sentido. Shakira, hoje com uma carreira consolidada internacionalmente, acumula alguns dos momentos musicais mais marcantes da história dos Mundiais. De “Waka Waka” à nova participação na Copa de 2026, a artista construiu uma ligação rara com o torneio e com o público global.
Ainda assim, internet em dia de Copa não perdoa nem diva internacional. Se o cabelo balança diferente, já tem gente abrindo investigação.

No fim, a abertura dividiu opiniões, mas conseguiu exatamente o que toda grande cerimônia deseja: gerar conversa. Entre quem amou, quem criticou e quem acreditou que era Shakibecca ocupando o lugar da estrela colombiana, Shakira voltou a ser o centro das atenções mundiais.
Eu terminei a sobremesa com uma conclusão muito simples: se era Shakira, rendeu assunto. Se fosse uma sósia, também teria rendido. Mas, minha filha, se até a Loba precisa provar identidade em plena abertura de Copa do Mundo, imagina nós, mortais, tentando sair bem em uma foto de grupo depois do almoço.