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Kátia Flávia
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Entre fronteiras e negócios: como Lucas Congo construiu sua trajetória no comércio exterior

Da formação acadêmica à experiência na China e à criação do Grupo Platina 8, empresário construiu uma carreira marcada pelo contato com diferentes mercados e pelo crescimento de um negócio que multiplicou por nove seu faturamento em apenas um ano

Kátia Flávia

08/09/2026 18h00

Lucas Congo, fundador do Grupo Platina 8, construiu sua trajetória no comércio exterior entre a formação acadêmica, uma experiência na China e a atuação empresarial no Brasil.

Lucas Congo, fundador do Grupo Platina 8, construiu sua trajetória no comércio exterior entre a formação acadêmica, uma experiência na China e a atuação empresarial no Brasil.

Nascido em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Lucas Benegas Congo construiu uma trajetória profissional que ultrapassou fronteiras antes mesmo de o comércio exterior se tornar o centro de sua atuação empresarial.

Sua formação passou pela PUC-SP, mas uma das experiências que ajudaram a ampliar sua visão sobre o mercado internacional aconteceu do outro lado do mundo. Lucas viveu na China, onde estudou mandarim e teve contato direto com uma cultura e uma dinâmica de negócios bastante diferentes da realidade brasileira.

A experiência mostrou, na prática, que negociar entre países envolve muito mais do que produtos, preços e contratos. Diferenças culturais, formas de relacionamento, legislação, logística e a maneira como cada mercado conduz seus negócios também podem determinar o sucesso de uma operação internacional.

Essa vivência se somou ao domínio de outros idiomas, como inglês e espanhol, e ajudou a construir a base de uma carreira voltada ao comércio exterior.

De volta ao ambiente empresarial brasileiro, Lucas passou a lidar diretamente com alguns dos principais desafios enfrentados por quem importa ou exporta no país. Tributação, burocracia, logística, câmbio e constantes mudanças no cenário internacional fazem parte de um setor em que uma decisão tomada a milhares de quilômetros pode produzir efeitos sobre empresas brasileiras.

Foi a partir dessa experiência que o empreendedorismo ganhou espaço em sua trajetória.

Lucas fundou o Grupo Platina 8, empresa voltada ao comércio exterior e planejamento tributário. Com atuação ligada a um dos principais polos portuários do país, em Itajaí, Santa Catarina, o negócio entrou em uma trajetória acelerada de expansão.

Em 2024, quando a Platina completou seu primeiro ano, a empresa registrou faturamento de R$ 10 milhões. No ano seguinte, já com dois anos de operação, o valor chegou a R$ 90 milhões, um crescimento de nove vezes em apenas um ano. Segundo Lucas, o resultado da companhia avançou na mesma proporção.

Em 2026, ao completar três anos, a expectativa é alcançar R$ 120 milhões em faturamento, consolidando uma nova etapa de crescimento da empresa.

Os números ajudam a dimensionar a velocidade da expansão, mas também acompanham uma visão construída por Lucas ao longo da carreira. Planejamento, previsibilidade e conformidade se tornaram princípios importantes em sua maneira de enxergar operações internacionais. Em um setor marcado por legislações complexas e diferentes variáveis, ele defende que competitividade precisa caminhar ao lado da segurança das operações.

Sua experiência fora do Brasil também influenciou a forma como passou a observar o próprio mercado brasileiro. Para Lucas, empresas nacionais possuem oportunidades importantes no comércio internacional, mas ainda precisam lidar com obstáculos relacionados à burocracia, tributação, infraestrutura e custos logísticos para competir em melhores condições globalmente.

Nos últimos anos, essa visão passou a ganhar também uma dimensão pública. Além da atuação empresarial, Lucas participa de discussões sobre comércio exterior, tecnologia, inteligência artificial, geopolítica e as mudanças nas relações comerciais entre países, temas que passaram a influenciar cada vez mais as decisões das empresas brasileiras.

Mas sua trajetória não se limita aos negócios.

Casado com Fabia Evangelista Congo e pai de Maria Clara, Lucas encontra na família uma referência de equilíbrio em meio à rotina empresarial. O amadurecimento profissional passou a dividir espaço com novas responsabilidades pessoais e com uma percepção de sucesso que vai além do crescimento de uma empresa.

Entre São Bernardo do Campo, a experiência na China e a construção de um negócio que saiu de R$ 10 milhões para R$ 90 milhões em faturamento anual em apenas um ano, sua trajetória foi marcada pela capacidade de transitar entre diferentes realidades e transformar experiência em estratégia.

Agora, com a projeção de alcançar R$ 120 milhões em 2026 e um comércio exterior cada vez mais influenciado por tecnologia, geopolítica e transformações econômicas globais, novas fronteiras continuam surgindo.

E, para Lucas Congo, atravessá-las permanece parte da própria trajetória.

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