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Kátia Flávia
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Entenda a indenização de R$ 230 mil que a Justiça tenta arrancar de Maurício Mattar, ex-galã da Globo

Mais de 25 anos após uma briga de trânsito, Justiça busca rendimentos do ex-galã da TV para pagar motoboy que o processou

Kátia Flávia

21/10/2026 15h15

Maurício Mattar enfrenta a cobrança judicial de uma indenização relacionada a uma briga de trânsito ocorrida em 1999.

Maurício Mattar enfrenta a cobrança judicial de uma indenização relacionada a uma briga de trânsito ocorrida em 1999.

A Justiça de São Paulo busca valores recebidos por Maurício Mattar com músicas, direitos autorais, shows e plataformas digitais para quitar uma indenização de R$ 230.111,70 a Rodrigo Antonio Martins de Matos. A cobrança decorre de uma briga de trânsito ocorrida em 1999, cuja condenação entrou na fase de execução após anos sem pagamento.

Eu já estava no Miradouro de Santa Eufémia, em Sintra, vendo o fim de tarde com as amigas, quando essa conta antiga apareceu de novo. E vou lhes dizer: há dívida que não envelhece, apenas ganha juros, páginas de processo e uma plateia inteira querendo saber onde foi parar o dinheiro.

Segundo os registros judiciais, Rodrigo afirmou que sofreu ferimentos, fratura e danos ao rádio comunicador que usava no trabalho durante a confusão. A ação foi julgada favoravelmente ao motoboy, e o débito, que já foi bem menor, chegou aos R$ 230 mil na atualização apresentada em outubro de 2025. iG Gente

Eu olhei para aquela paisagem bonita e pensei que o problema de uma pendência judicial é justamente esse: ela pode até ficar fora do holofote por anos, mas não desaparece por encanto. Muito menos quando a Justiça resolve procurar o dinheiro onde ele entra.

Em agosto de 2025, o tribunal autorizou consultas a receitas ligadas à carreira artística de Mattar, incluindo direitos autorais, apresentações e plataformas como Spotify, Deezer, Apple Music e YouTube Music. A busca também alcança entidades de gestão coletiva, como ECAD, Abramus e UBC.

Eu acho especialmente simbólico quando a Justiça vai atrás do cachê, da música e do aplauso. Porque fama pode render lembrança boa, meu amor, mas também pode render execução de dívida quando a sentença ficou esperando por décadas.

A defesa do ator argumentou que os rendimentos artísticos servem à manutenção da família. A magistrada acolheu parcialmente o pedido e limitou a penhora a até 30% dos valores que forem localizados. Foram autorizadas ainda consultas sobre imóveis, mas a Justiça rejeitou pedidos para restringir CNH, passaporte e cartões de crédito.

Eu, com o vento de Sintra batendo na cara, só consigo resumir assim: não é multa, é indenização judicial; não é fofoca solta, é uma condenação que segue produzindo efeito. E R$ 230 mil não é detalhe de rodapé, é um rombo que agora pode alcançar até o dinheiro que entra da carreira.

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