A N Sports, empresa da qual Galvão Bueno é sócio, acionou o SBT no Tribunal de Justiça de São Paulo e cobra mais de R$ 40 milhões ligados às receitas comerciais da Copa do Mundo de 2026. A companhia também pediu o bloqueio de valores em contas da emissora da família Abravanel.
Eu cheguei à Feira da Glória com a ecobag dobrada no braço e parei na banca de hortifruti para escolher bananas-prata, tomate-cereja e um maço de manjericão. Aí abri a notícia e pensei: Galvão narrou tanta decisão dramática que agora entrou numa final de milhões fora do campo.
Segundo a ação, o SBT teria deixado de repassar à N Sports uma parte dos valores arrecadados com patrocínios e ativações comerciais negociados pelo consórcio das transmissões. A empresa afirma que a emissora centralizou os pagamentos de anunciantes, mas não teria cumprido os prazos de transferência previstos no contrato.

O acordo previa que o SBT ficaria com 74% dos lucros e a N Sports com 26%. O consórcio transmitiu 32 partidas da Copa, na TV aberta e fechada, e reuniu 12 marcas patrocinadoras. Meu amor, não estamos falando de um cachê atrasado no fim da grade: é dinheiro de Copa, com contrato, patrocinador e planilha grande o bastante para fazer qualquer contador pedir uma cadeira.
A petição apresentada pela N Sports afirma que o SBT passou a “reter dinheiro alheio”. Essa é a versão da empresa de Galvão Bueno e ainda será examinada pela Justiça. A emissora não havia se manifestado sobre a cobrança até a divulgação do processo.
Eu passei para a barraca das flores e fiquei entre um buquê de astromélias e um de margaridas amarelas, porque sábado também merece mesa bonita. Enquanto isso, a história do processo só engrossava: a N Sports sustenta que as divergências já haviam levado as partes a assinar um aditamento ao contrato.

Segundo a ação, o SBT reconheceu nesse documento uma dívida de cerca de R$ 17 milhões. A empresa afirma, porém, que novos valores continuaram sem repasse e que uma parcela prevista para 10 de setembro não teria sido paga. Também acusa a emissora de não fornecer documentos sobre a comercialização das cotas de patrocínio.
SBT e N Sports pagaram juntos US$ 25 milhões pelos direitos de transmissão das 32 partidas, em acordo com a LiveMode, responsável pelos direitos do torneio e dona da CazéTV. Eu escolhi as margaridas, guardei o troco no bolso da ecobag e saí da feira com uma certeza: a Copa acabou no gramado, mas para Galvão e o SBT o apito final está muito longe de tocar.