O Brasil se despede de Emiliano Queiroz, que faleceu na manhã desta sexta-feira (4), aos 88 anos, em decorrência de uma parada cardíaca. O ator, que estava internado na Clínica São Vicente da Gávea, no Rio de Janeiro, havia passado por um procedimento para implantar três stents no coração.
De acordo com um comunicado do produtor teatral Eduardo Barata, Emiliano havia recebido alta no dia anterior. “Ele acordou, tomou banho e, por volta das 6h, começou a passar mal. A ambulância chegou, mas infelizmente não conseguimos salvá-lo”, afirmou.

O assessor do ator, Fernando Cézar, confirmou que Emiliano estava em casa com sua esposa, Maria Letícia, no momento da emergência. “Ele teve uma parada cardíaca a caminho da clínica, de onde havia sido liberado”, explicou.
Nascido em Aracati, Ceará, Emiliano Queiroz dedicou mais de 70 anos à arte. Com um início no rádio e no teatro aos 8 anos, estreou no palco aos 15 e se tornou um dos rostos mais reconhecíveis da TV Globo desde sua inauguração na década de 60. Ele era um talento multifacetado, com participações em mais de 40 novelas, além de seriados e minisséries. Seu papel mais memorável foi como Dirceu Borboleta em “O Bem-Amado”, que solidificou sua marca na história da televisão brasileira.

Com uma carreira que abrange mais de 60 filmes e 60 peças teatrais, Emiliano também estava prestes a voltar aos palcos em janeiro com “A Vida Não é Justa” e era visto atualmente como Tio Nardo na reprise de “Alma Gêmea”. O personagem Dirceu não só fez história durante a exibição da novela, mas também foi revisitado em outras produções, como ‘O Bem-Amado’ e ‘Escolinha do Professor Raimundo’.