O futebol moderno nunca exigiu tanto fisicamente dos atletas quanto nos últimos anos. Calendários apertados, excesso de jogos, viagens frequentes, treinos intensos e pouco tempo de recuperação passaram a criar um cenário de desgaste contínuo dentro do esporte de alto rendimento. Em meio a essa rotina cada vez mais pesada, especialistas apontam que a coluna vem se tornando uma das regiões mais vulneráveis do corpo dos jogadores.
Se antes as principais preocupações dentro do futebol estavam concentradas em lesões no joelho, tornozelo ou musculares, hoje dores lombares, hérnias de disco, inflamações e desgastes vertebrais passaram a ganhar espaço entre os problemas que mais preocupam profissionais da medicina esportiva. O assunto voltou a chamar atenção recentemente após o ícone do jornalismo esportivo, o apresentador Galvão Bueno responsável por narrar 13 Copas do Mundo revelar que precisou passar por um procedimento na coluna por conta de fortes dores causadas por hérnia de disco.
Segundo o neurocirurgião especialista em coluna e dor crônica, Dr. Guilherme Rossoni, a alta exigência física do esporte atual tem impacto direto nesse crescimento dos casos.“A combinação de treinos intensos, pouco tempo de recuperação, sobrecarga muscular, viagens frequentes e cobrança constante por desempenho contribui muito para esse cenário”, explica.

De acordo com o especialista, a coluna acaba absorvendo impactos repetitivos e movimentos bruscos praticamente durante toda a atividade esportiva. Com o tempo, esse desgaste pode favorecer crises de dor lombar, contraturas musculares, inflamações e até problemas crônicos que comprometem o desempenho físico dos atletas. “Quando o corpo não tem tempo adequado para recuperação, a coluna passa a sofrer mais. Esse desgaste pode favorecer dores recorrentes e problemas que, muitas vezes, começam silenciosamente”, afirma.
Mesmo com o aumento dos casos, Rossoni destaca que as lesões na coluna ainda costumam ser subestimadas tanto no esporte quanto fora dele. Segundo ele, muitas pessoas normalizam dores frequentes e acabam demorando para procurar acompanhamento especializado. “No paciente comum acontece algo parecido. Muitos só buscam ajuda quando o problema já está mais avançado ou começa a limitar a rotina”, alerta.

Entre os principais sinais que merecem atenção estão dores persistentes, formigamentos, perda de força, sensação de travamento, dificuldade para caminhar e dores que irradiam para braços ou pernas. Para o médico, o principal erro é tratar dores recorrentes como algo normal, especialmente quando começam a interferir no desempenho físico ou na qualidade de vida.
Natural de João Neiva, no Espírito Santo, o Dr. Guilherme Rossoni atua nas áreas de neurocirurgia, coluna vertebral e dor crônica, com atendimentos em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e também de forma on-line. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), ele realizou residência médica em Neurocirurgia pelo Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo e também possui especializações em cirurgias minimamente invasivas da coluna e cirurgia endoscópica.
Além da atuação clínica, o especialista acompanha os avanços da medicina regenerativa e dos tratamentos modernos voltados para dores crônicas e recuperação da coluna. Segundo ele, atualmente a medicina busca cada vez mais tratamentos individualizados, menos invasivos e focados não apenas em aliviar sintomas, mas em devolver qualidade de vida aos pacientes. “Hoje buscamos entender não apenas a dor, mas também o estilo de vida, os fatores emocionais, a qualidade do sono, a biomecânica e toda a rotina do paciente. A medicina evoluiu para devolver função e qualidade de vida, não apenas aliviar sintomas”, finaliza.
Com atuação voltada para tratamentos da coluna vertebral e dor crônica, o Dr. Guilherme Rossoni defende uma medicina cada vez mais preventiva, individualizada e focada na qualidade de vida dos pacientes. Para o especialista, o principal objetivo atualmente não é apenas aliviar sintomas, mas identificar precocemente problemas que podem comprometer a saúde, a mobilidade e até o desempenho físico de atletas e pacientes no dia a dia.