Na odontologia, inovação costuma ser associada a equipamentos, técnicas e materiais. Para o Dr. Felipe, porém, existe um componente que não pode ser substituído pela tecnologia: compreender a história de quem ocupa a cadeira do consultório. Foi a partir de uma experiência pessoal que ele construiu sua atuação profissional e encontrou na implantodontia um caminho para transformar não apenas sorrisos, mas a relação das pessoas com a própria imagem.
Filho de nordestinos, Felipe entrou na odontologia inicialmente movido pelo desejo de cuidar da própria família. O que começou dentro de casa ganhou dimensão profissional. Após 16 anos dedicados a estudos e à prática, passou a concentrar sua atuação na reabilitação de pacientes que perderam dentes ou convivem com limitações provocadas por próteses.
“Entrei na odontologia pensando, primeiro, em cuidar da minha família. Depois compreendi que poderia usar o conhecimento e a habilidade que Deus colocou em minhas mãos para devolver sorrisos, confiança e esperança a muitas outras famílias”, afirma.

Crescer sem transformar o paciente em número
Em determinado momento da carreira, o dentista chegou a considerar a abertura de várias unidades. A expansão, entretanto, esbarrou em uma questão que se tornou central em sua filosofia profissional: como aumentar a escala sem perder o atendimento individualizado?
Felipe optou por concentrar sua atuação. A decisão colocou planejamento, acompanhamento próximo e análise individual de cada caso à frente de um modelo baseado simplesmente na multiplicação de unidades.
A escolha dialoga com uma discussão cada vez mais presente na área da saúde: tecnologia e escala podem ampliar o acesso e a eficiência, mas tratamentos complexos continuam exigindo diagnóstico individual e acompanhamento profissional.

Quando quatro implantes podem sustentar uma reabilitação
Uma das possibilidades utilizadas em reabilitação oral é a prótese fixa apoiada sobre implantes. Em pacientes que apresentam indicação clínica, quatro implantes podem ser utilizados para sustentar uma prótese com até 12 dentes fixos.
Isso não significa, entretanto, que exista uma solução universal. Estrutura óssea, condições gerais de saúde e características específicas do paciente precisam ser analisadas antes da definição do tratamento.
É justamente nesse ponto que Felipe procura afastar a implantodontia da promessa de resultado padronizado. “Existem pessoas que passam anos escondendo o sorriso. Quando voltam a sorrir, muitas também voltam a se enxergar de outra maneira. Recuperam a confiança, retomam sonhos e percebem que ainda podem viver muitas coisas boas”, diz.

O projeto para quem passou o ano adiando o tratamento
Essa filosofia deu origem ao Plantão do Implante, iniciativa marcada para 26 de setembro, em Brasília. O projeto foi concebido para receber pessoas interessadas em conhecer as possibilidades de reabilitação oral, esclarecer dúvidas e passar por avaliação individual.
A estratégia mira um comportamento comum entre pacientes: o adiamento. Medo, falta de informação e dúvidas sobre as possibilidades de tratamento podem fazer com que a decisão seja postergada.
“Pensei nas pessoas que colocaram um novo sorriso na lista de desejos no início do ano. Talvez esse sonho tenha sido adiado por medo, falta de informação ou por acreditarem que não seria possível. Quero mostrar que o primeiro passo pode ser mais simples: conhecer, conversar e entender as possibilidades”, afirma.
Às vésperas do último trimestre do ano, Felipe pretende transformar o Plantão do Implante em uma porta de entrada para quem deseja avaliar sua condição e compreender quais alternativas existem. A indicação de qualquer procedimento, porém, depende de avaliação clínica e das condições individuais de saúde.
Para o dentista que começou a estudar pensando em cuidar da própria família, a trajetória acabou ampliando a dimensão daquele primeiro objetivo. O princípio, no entanto, permaneceu: antes de existir um implante, uma prótese ou um planejamento odontológico, existe uma pessoa querendo voltar a sorrir com segurança.