Meus amores, estou aqui no bairro de San Telmo prestes tirar a minha foto com a estátua da Mafalda após pegar uma hora e meia de fila. Faltando apenas 5 pessoas para chegar na minha vez, recebo inúmeras mensagem da minha amiga de Copacabana comentando sobre o documentário do Michael Jackson na Netflix.
A série documental do eterno rei do pop, “Michael Jackson: O Veredito”, estreou nesta quarta-feira (3) no streaming com a proposta de abordar as polêmicas da carreira do artista. Ao contrário da cinebiografia mais recente, “Michael”, que preferiu não abordar esse assunto sobre sua vida, a série da Netflix foca no julgamento criminal de 2005, devido a acusações de abuso sexual, que marcaram sua carreira.
Dirigida por Nick Green, a série é dividida em três episódios que revisitam o caso a partir de documentos oficiais, trechos transcritos das audiências e depoimentos de pessoas que acompanharam o processo, incluindo jornalistas, juristas e testemunhas. Além disso, a produção procurou reconstituir todas as etapas que levaram Michael Jackson ao tribunal em Santa Bárbara, Califórnia.
O caso teve início em 2003, quando Gavin Arvizo, de 13 anos, acusou o cantor de abuso sexual. Junto com essa denúncia, apareceram outras dez acusações contra o cantor, entre elas abuso, fornecimento de álcool a menor de idade e importunação sexual. No entanto, após 14 semanas de julgamento, o cantor foi absolvido das acusações e ele foi declarado inocente pelo júri em junho de 2005.
Na época, o julgamento de Michael Jackson foi acompanhado pelo público por meio das repercussões da imprensa, devido à proibição de gravações pelo então juiz do caso, Rodney Melville.
A ausência das polêmicas da vida de Michael Jackson foi tema central das críticas ao filme “Michael“, sucesso de bilheteira no mundo todo. De acordo com informações dos bastidores, cenas chegaram a ser removidas do roteiro devido à proibição de familiares envolvidos na produção do longa-metragem.