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Kátia Flávia
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DJ Marlboro não libera Boladona para fazer publicidade, diz Tati Quebra Barraco

Funkeira voltou às redes para ampliar o desabafo sobre os entraves em torno de seu maior hit. Tati afirmou que perde trabalhos, se sente massacrada e acusou DJ Marlboro de não autorizar o uso de “Boladona” em campanhas, além de citar desgaste profissional e pessoal ao longo dos anos.

Kátia Flávia

15/03/2026 11h15

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Em um vídeo publicados em suas redes sociais, a funkeira revelou problemas com direitos autorais e publicidade (Foto: Reprodução/Google Imagens)

Meu povo, eu tive que sentar para processar porque Tati Quebra Barraco não fez só um desabafo, ela abriu a comporta de uma mágoa antiga e deixou a água levar tudo. Agora o recado veio ainda mais direto, com nome, sobrenome e raiva acumulada de quem está cansada de apanhar em silêncio. Tati afirmou que DJ Marlboro não libera “Boladona” para fazer publicidade, e disse que está sufocada com a situação. Meu amor, quando uma artista precisa implorar em voz alta por socorro jurídico por causa do próprio maior sucesso, a fofoca sai de cena e entra a tragédia trabalhista do pop brasileiro. Eu quase derrubei o celular, porque ela não falou de um climão qualquer. Ela falou de dinheiro perdido, de exposição sem autorização e de uma sensação contínua de massacre.

No novo relato, Tati foi além da bronca comercial e escancarou o tamanho da ferida. Disse que acabou de fazer uma turnê, que colocou dinheiro na operação, que bancou gente ligada ao outro lado, levou mulher, cunhada, agregados, e depois não viu reconhecimento nem divulgação correspondente nas redes. A queixa dela é de quem sente que bate palma para os outros no palco e depois volta para casa sem o mínimo retorno de network, apoio ou lealdade pública. E aqui eu preciso dizer, isso é muito mais corrosivo do que parece. Porque não é só sobre “Boladona”, é sobre a lógica do uso. Serve para compor imagem, para render postagem, para fazer pose de bastidor e colher o lado bonito da parceria. Mas, quando chega a hora da artista transformar esse mesmo capital em publicidade e trabalho, a porta fecha. Que fase.

A fala mais pesada veio quando Tati disse que vem sendo massacrada e apunhalada há tempos, e que esse desabafo não começou agora. Segundo ela, hoje não pode fazer publicidade porque DJ Marlboro não libera, e ainda afirmou que um clipe foi exibido sem autorização dela. A artista destacou um ponto central, a música pode ser dele, tudo bem, mas a voz e o rosto são dela, e isso não poderia ser divulgado sem consentimento. Meu bem, essa frase é uma bomba porque tira a discussão do folclore da internet e coloca tudo no terreno do direito de imagem e do controle sobre a própria presença artística. E quando ela chama advogados, juízes e qualquer pessoa que possa ajudá-la a reverter a história, o que aparece é uma mulher esgotada, tentando arrancar o caso da roda de comentário e empurrar para o campo onde de fato se resolve, ou deveria se resolver.

Tem ainda outro pedaço do desabafo que me pegou pelo pescoço, porque Tati fala de proximidade, de convivência e de suposta traição. Ela diz que o problema não vem de longe, vem de perto. Afirma que o homem trabalhou com ela por muitos anos, viu “cavarem a cova” dela, não a defendeu e só postou o lado bom da história, achando que a informação não chegaria aos seus ouvidos. Isso aqui parece roteiro de reality ruim, só que real, porque toda história de indústria musical brasileira tem uma temporada em que o barraco sai da música e entra no afeto quebrado, na confiança rasgada e na memória do bastidor. E aí o público vê só o vídeo nervoso e acha que é chilique. Não, meu amor. Ali tem um arquivo vivo de ressentimento, dinheiro, apagamento e solidão profissional.

No fim, o que Tati Quebra Barraco está dizendo é muito simples e muito brutal. O hit que o mercado mais quer dela é justamente o que ela menos consegue usar para trabalhar. E, por trás dessa trava, ela enxerga abuso, apagamento, falta de caráter e uma sucessão de golpes que já não consegue engolir calada. Eu precisei pausar a esteira porque tem notícia que não é só entretenimento, é autópsia pública de uma relação profissional que azedou faz tempo e agora transbordou de vez. Meu povo, guardem esse vídeo na pastinha dos desabafos que ainda vão dar muito pano pra manga, porque Tati não apareceu só para reclamar. Ela apareceu para deixar registrado, com todas as letras, que se sente sufocada, massacrada e impedida de lucrar com a música que o Brasil inteiro cola no nome dela. E isso, convenhamos, não acaba aqui.

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