A Justiça do Rio determinou a penhora e a avaliação de uma mansão de Renato Aragão para cobrar uma dívida de IPTU de aproximadamente R$ 676 mil. O imóvel, anunciado no mercado por R$ 18 milhões, é alvo de execução fiscal por débitos acumulados entre 2021 e 2023. I
Eu estava no caminho de volta para o Cosme Velho, com a bolsa de academia no colo e o corpo ainda pedindo descanso, quando li os valores. Porque R$ 676 mil de IPTU não é uma taxinha esquecida na gaveta, meu amor; é uma cobrança que chega com processo, penhora e avaliação judicial.

A determinação representa um avanço da cobrança, mas não quer dizer que a mansão será leiloada de imediato. Antes de uma eventual venda judicial, o bem precisa ser formalmente penhorado e avaliado, e Renato Aragão ainda pode contestar a cobrança ou apresentar medidas para evitar a alienação.
Eu olhei pela janela durante o trajeto e pensei no contraste: de um lado, uma casa anunciada por R$ 18 milhões; do outro, um débito municipal que virou caso de Justiça. Patrimônio alto não impede que boleto público vire dor de cabeça, apenas muda o tamanho do carimbo.
A residência fica na Zona Oeste do Rio e já havia entrado no radar da cobrança meses atrás. A disputa judicial segue em andamento, e a penhora funciona como uma garantia para que o município tente receber o valor devido caso não haja quitação. Veja
Eu já estava quase chegando em casa quando me veio uma lembrança simples: processo fiscal não faz distinção entre Didi, Trapalhão, astro de televisão ou anônimo. A prefeitura olha para o cadastro, para o débito e para o prazo. O resto é fama e memória afetiva.
Renato Aragão tem 91 anos e uma carreira que marcou gerações com Os Trapalhões e o personagem Didi Mocó. Mas, neste processo, o que está em discussão não é a trajetória artística do humorista, e sim uma cobrança tributária que precisará seguir os passos da Justiça.

Eu segurei melhor a alça da bolsa e dei meu veredito: ninguém precisa decretar fim de patrimônio ou leilão antes da hora. A mansão ainda não mudou de dono, mas a penhora mostra que o caso deixou de ser um problema administrativo e entrou, de vez, no mapa judicial.