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Kátia Flávia
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Di Paolo passa dos R$ 15 milhões, vira potência nacional e põe Brasília no cardápio da ambição

Rede italo gaúcha acelera expansão, espalha galeto pelo Brasil e confirma a capital federal como próximo palco do espetáculo gastronômico.

Kátia Flávia

28/01/2026 11h30

maria

Com a inauguração das novas unidades, o Di Paolo, fundado em 1994, em Garibaldi (RS), passa a contar com 21 operações distribuídas pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Foto: divulgação

Amores, já adianto, a fofoca da vez tem dinheiro, tem expansão, tem bastidor satisfeito e tem prato voando da Serra Gaúcha para o resto do país. O Di Paolo resolveu brincar de gente grande e fechou 2025 com mais de R$ 15 milhões investidos, várias inaugurações no currículo e Brasília anotada na agenda como próxima conquista.

Enquanto muita rede passa o ano justificando retração, o Di Paolo foi lá e abriu unidades no Rio de Janeiro, Chapecó, Foz do Iguaçu e Torres. Tudo isso com discurso afinado de crescimento responsável, impacto local e geração de emprego. Foram mais de 300 postos criados, diretos e indiretos, aquele tipo de número que deixa secretário municipal sorrindo e concorrente roendo guardanapo.

Eu observo esse movimento como quem vê personagem secundário virar protagonista sem pedir licença. A marca saiu de Garibaldi, no Rio Grande do Sul, lá em 1994, com aquela proposta de mesa farta, galeto al primo canto, massas artesanais, polenta honesta e atendimento que trata cliente como parente que chegou cedo. Hoje, já soma 21 operações espalhadas por cinco estados e ainda inventa formato novo para não cair na mesmice.

Além do restaurante clássico, o grupo mantém o Expresso Di Paolo, pensado para praça de alimentação e grandes fluxos, e lançou o Dipa Galeto e Grelhados, focado nos ícones do cardápio. Tem também o Dipa Rooftop, em São José dos Campos, misturando comida e coquetelaria em clima mais urbano. Nada tímido, tudo bem calculado.

Nos bastidores, os fundadores falam em planejamento de longo prazo, identidade preservada e crescimento com critério. Tradução livre da Kátia. Eles sabem onde pisam, com quem conversam e onde faz sentido abrir porta. Brasília entra nesse roteiro como praça estratégica, dessas que misturam poder aquisitivo, visibilidade e clientela exigente.

Eu, que adoro um exagero, diria que o Di Paolo virou aquele personagem que sai do núcleo regional, ganha trilha própria e começa a circular pelos cenários mais disputados da trama. Não é modinha de temporada. É expansão com cheiro de alho, manteiga e ambição bem temperada.

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