Carmo Dalla Vecchia reagiu com ironia a uma internauta que cobrou explicações dele pela escalação de Juliano Cazarré em Avenida Brasil 2. A provocação surgiu porque a continuação da novela será escrita por João Emanuel Carneiro, marido de Carmo, e Cazarré voltou ao centro de críticas após promover um evento sobre masculinidade voltado a homens.
Eu estava no Bairro do Avillez, terminando a sobremesa, quando vi a resposta e ri daquele riso de quem sabe que a pessoa chegou com cobrança na porta errada. Carmo não está no elenco, não é diretor de escalação, não é executivo da Globo e, pelo visto, não estava disposto a abrir uma central de atendimento da novela no próprio perfil.

“Quer dizer então que o Cazarré vai estar na novela do seu marido, Carmo… Explica isso aí, Carmo. A conta não fecha”, escreveu a seguidora. A resposta veio curta, afiada e com endereço certo: “Eu tenho que me explicar por conta de uma novela que eu nem faço parte, desquerida? Liga para a TV Globo e faça sua reclamação”.
Depois, Carmo ainda indicou o telefone da emissora. E eu vou dizer: foi uma resposta de quem entregou o SAC, o protocolo e a senha da fila sem perder a compostura. Porque existe uma mania de jogar no colo de marido, mulher, amigo ou colega a responsabilidade por uma decisão que não passou nem perto da pessoa.
Juliano Cazarré voltará a interpretar Adauto, personagem que viveu na primeira versão de Avenida Brasil, em 2012. A continuação está prevista para estrear em janeiro de 2027 e marca o retorno de João Emanuel Carneiro à história que fez do Divino uma fábrica de bordão, vingança e audiência.
A escalação ganhou ruído por causa de O Farol e a Forja, encontro criado por Cazarré e voltado à discussão de masculinidade. O evento reuniu cerca de 600 homens em São Paulo, em julho, e foi alvo de críticas nas redes por suas propostas e discursos ligados a papéis masculinos tradicionais.
Cazarré, por sua vez, negou que o projeto defenda extremismo e afirmou que a proposta é formar homens mais presentes na família, atenciosos com as esposas e responsáveis com os filhos. Ele também declarou que homens que agridem mulheres não seriam “fortes”, mas “fracos”.

Eu deixei a colher no prato e fiquei com uma certeza: a discussão sobre Cazarré pode existir, a crítica ao curso pode existir, o debate sobre a escalação pode existir. Só que Carmo não vira porta-voz da Globo por ser casado com o autor. Casamento é parceria, não organograma de emissora, minhas filhas.
No fim, a reação dele virou a fofoca mais saborosa da história. Enquanto a web tentou encontrar uma contradição no elenco, Carmo respondeu com duas linhas e mandou a reclamação para quem, de fato, decide. Adauto nem voltou ao Divino ainda, mas já tem gente criando barraco antes da primeira cena.