Luana Piovani voltou a disparar contra Virginia Fonseca por causa das publicidades de casas de apostas. Ao compartilhar uma notícia sobre o processo que envolve a influenciadora e a Blaze, a atriz escreveu: “Presaaaaa!!! Queremos presaa e todos os outros fdp que fazem dessa desgraça uma maneira de enriquecer”.
Eu tinha acabado de atravessar o Portal de ses Taules e começado a subida de pedra da Carrer Major, em Dalt Vila, quando li aquilo. Parei para beber água com gás e pensei que Luana não publicou um story, publicou uma sirene de incêndio com três toneladas de rancor acumulado.

Virginia e a Blaze respondem a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O órgão aponta supostas práticas abusivas na publicidade de bets e pediu condenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. A ação ainda será julgada, portanto não há condenação contra a influenciadora.
Em 21 de julho, o TJDFT determinou que Virginia e a Blaze retirem, em até 48 horas, anúncios que prometam lucro garantido, apresentem apostas como renda extra ou sugiram ausência de risco. A medida é liminar e trata especificamente de conteúdos que descumpram essas regras.
Luana não economizou nos termos e resgatou ataques anteriores. Na semana passada, ao comentar a decisão judicial, escreveu que queria ver Virginia na cadeia e a chamou de “cramunhana”. Em outra publicação, afirmou que a influenciadora iria “definhar” por ter, na visão dela, prejudicado famílias com a divulgação das plataformas.

A atriz tem razão em uma coisa: bet não é brincadeira de filtro bonito e cupom reluzente. A discussão envolve vício, endividamento e um mercado que vende fantasia de ganho rápido para gente que mal consegue fechar o mês. Agora, pedir prisão no story é uma posição pessoal de Luana, não o que a ação civil determina.
Cheguei à Plaça de Vila com a garrafa já morna e sentei um minuto à sombra, olhando o movimento. Virginia virou o alvo preferido de Luana, e Luana virou a voz que não deixa esse assunto morrer na timeline. A Justiça ainda vai decidir o processo; o tribunal da internet, esse aí já está com a sentença digitada.