Luana Piovani atacou Rico Melquíades nas redes sociais após o influenciador publicar um vídeo de retratação em meio à ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho de Alagoas. Ao compartilhar a gravação, a atriz escreveu: “Demônio da mandíbula hialurônica”.
Eu estava servindo meus ovos mexidos com bacon, num domingo em que resolvi fingir que era estrangeira, quando Luana apareceu com essa frase. E vou dizer: ela não comentou, ela lançou um míssil com endereço, CEP e aviso de recebimento.
O MPT acusa Rico de assédio eleitoral contra trabalhadoras domésticas e pede R$ 5 milhões por danos morais coletivos. A ação corre na 11ª Vara do Trabalho de Maceió, com pedido de urgência, e ainda não teve decisão definitiva.

Segundo o Ministério Público, o influenciador teria condicionado relações de trabalho, como contratação, demissão, salários, folgas e benefícios, à preferência política e ao voto das funcionárias. O órgão também aponta exposição de informações pessoais e situações constrangedoras nas redes sociais para gerar engajamento.
O caso veio à tona depois da divulgação de um vídeo em que Rico questiona mulheres sobre posicionamento político e afirma não querer “petista” trabalhando em sua casa. O episódio também foi encaminhado pelo Ministério Público Eleitoral à Polícia Federal, em uma apuração separada sobre possível coação eleitoral.

Rico publicou um pedido de desculpas e declarou: “Nenhum funcionário deve sofrer qualquer tipo de coação ou imposição por parte de seu empregador”. Ele também afirmou que as mulheres que aparecem no vídeo são integrantes de sua família e que teriam consentido com a gravação.
Só que a ação do MPT vai muito além de um vídeo apagado ou de uma retratação gravada para as redes, minhas filhas. Os procuradores pedem 18 obrigações, entre elas a garantia de voto livre, a proibição de exigir alinhamento partidário e a retirada de publicações com dados íntimos, humilhações ou exigências ideológicas ligadas a trabalhadores.
O órgão também quer que uma eventual retratação tenha o mesmo destaque das postagens originais e fique aberta a comentários. Porque pedir desculpa depois que a casa cai é simples; a parte difícil é entender que trabalhador não é figurante de conteúdo, nem extensão da opinião política do patrão.
Luana não economizou no veredito, e a internet fez o resto. Eu terminei meu café pensando que Rico agora tem três problemas na mesa: a ação trabalhista, a investigação eleitoral e uma Piovani com acesso aos stories. E, sinceramente, nenhum deles vem com filtro de beleza.