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Kátia Flávia
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Deborah Secco vê Maria Flor crescer e admite: “Queria colocá-la numa bolha”

Atriz fala sobre a pré adolescência da filha, diz que a menina começa a descobrir a própria identidade e revela o desafio de aceitar que não poderá protegê-la de tudo

Kátia Flávia

11/09/2026 8h43

Deborah Secco fala sobre as mudanças de Maria Flor com a chegada da pré adolescência e o desafio de acompanhar o crescimento da filha - Reprodução Instagram

Deborah Secco fala sobre as mudanças de Maria Flor com a chegada da pré adolescência e o desafio de acompanhar o crescimento da filha – Reprodução Instagram

Deborah Secco está vivendo aquela fase da maternidade em que a mãe olha para a filha e pensa: “Em que momento esse bebê cresceu?”. Maria Flor começa a flertar com a pré adolescência, e a atriz acompanha de perto as mudanças da menina, que está mais vaidosa, descobrindo seus gostos e construindo a própria personalidade.

Eu estava terminando de me arrumar para a academia, atrasadíssima, com o moletom numa mão e aquele copão d’água na outra, quando li a entrevista. Parei. Porque Deborah falou de uma coisa que toda mãe entende e que quem não é mãe consegue reconhecer de longe: criar também é aprender a soltar.

“Ainda não é adolescente, ela é o meu neném”, disse Deborah. Para a atriz, Maria Flor continua sendo seu “bebezão”, embora já comece a se olhar de outra maneira, a se gostar, se cuidar e experimentar essa vaidade que aparece com a chegada da pré adolescência.

E achei bonito que Deborah não parece interessada em fabricar uma sucessora. Se Maria Flor quiser ser atriz, ótimo. Se decidir fazer qualquer outra coisa, ótimo também. A prioridade, segundo ela, é que a filha encontre aquilo que a faça feliz. Deborah chegou a brincar que, se a menina resolver “catar conchinhas na Malásia”, fará o possível para apoiá-la.

Mas foi quando a conversa chegou à proteção que eu larguei até o copão na bancada. Deborah reconheceu que gostaria de impedir que a filha enfrentasse qualquer sofrimento, mas sabe que isso seria impedir também uma parte fundamental do crescimento.

“Queria colocá-la em uma bolha e não deixar que passasse por nada, mas estaria privando-a de crescer”, afirmou.

É aí que a entrevista deixa de ser apenas sobre Deborah Secco e Maria Flor e vira uma conversa muito maior sobre maternidade. A atriz entende que conselho nenhum elimina tropeço, frustração ou erro. O papel dela, como mãe, será permanecer por perto quando essas coisas acontecerem.

E tem uma maturidade danada nisso. Porque amar alguém não significa conseguir impedir que a vida aconteça. Às vezes significa justamente suportar a vontade de proteger, ficar ali do lado e deixar a pessoa descobrir quem é.

Agora me deem licença porque Maria Flor está crescendo, Deborah está aprendendo a soltá-la e eu continuo atrasada para a academia. E, infelizmente, meu personal não aceita crise existencial materna alheia como justificativa.

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