Malévola Alves se envolveu em uma nova confusão pública, desta vez na Praia do Bessa, em João Pessoa, na Paraíba. A influenciadora afirmou ter sido chamada de “Paulão” por pessoas ligadas a uma barraca de praia, apontou transfobia e gravou a discussão. A dona do estabelecimento negou a acusação e registrou boletim de ocorrência para que o caso seja apurado.
Eu finalmente tinha conseguido entrar no quarto do hotel em Nova York, joguei as sacolas do shopping na poltrona e comecei a separar o que ia comigo na bolsa de mão antes do voo, quando uma amiga me mandou o vídeo com a frase: “Kátia, a Malévola achou mais uma treta”. Respirei fundo, larguei o carregador internacional em cima da cama e pensei: minha filha, tem gente que compra lembrancinha de viagem; outras compram briga como se fosse item de duty free.

A confusão aconteceu depois que Malévola disse ter ouvido a ofensa enquanto estava na praia. Ela foi até funcionários da barraca, começou a filmar e cobrou explicações. Uma funcionária negou que alguém da equipe tivesse feito qualquer comentário transfóbico e afirmou que os trabalhadores seriam fãs da influenciadora.
A versão da comerciante foi ainda mais dura. A responsável pelo Espetinho da Janaina mostrou o boletim de ocorrência nas redes sociais e disse que Malévola teria chegado “apontando o dedo, ameaçando, humilhando e desrespeitando” os funcionários. Ela também questionou por que a influenciadora atribuiu a suposta fala à barraca sem identificar quem teria dito a palavra.
Aqui é preciso separar as coisas, porque transfobia é gravíssima e deve ser apurada com seriedade. Se alguém cometeu uma ofensa, tem que responder. Agora, transformar cada episódio em espetáculo filmado, com dedo na cara, plateia, postagem e repercussão, também começa a desenhar um padrão que esta colunista observa com uma sobrancelha levantada e zero paciência.
Malévola vem acumulando tretas em sequência. Teve embate com Jojo Todynho, ameaça de ir até a casa da cantora, ida de Jojo à delegacia, exposição de bastidores com Maya Massafera e mais uma leva de confusões que fazem a internet perguntar se tudo é espontâneo ou se existe um roteiro desesperado por holofote.
E eu vou falar o que muita gente pensa baixinho: parece campanha. Campanha de quem quer continuar na mídia nem que seja pela porta do barraco, pela janela da provocação ou pela cadeira de praia da Paraíba. A Fazenda está aí no imaginário de todo mundo, e a pergunta fica no ar: reality quer personagem forte ou quer alguém que só entra em cena quando tem confusão?

No caso da praia, as versões são opostas. Malévola sustenta que foi vítima de transfobia. A comerciante nega, diz que os funcionários foram desrespeitados e procurou a polícia. O certo, agora, é esperar a apuração. Mas o saldo midiático, esse já veio embalado: vídeo circulando, nome nos portais, comentários fervendo e mais um capítulo da influenciadora que parece tratar treta como plano de carreira.
Eu não gosto dessa estratégia, e vocês sabem que eu sou uma mulher contraditória o suficiente para amar uma boa fofoca e, ao mesmo tempo, detestar quando alguém transforma qualquer calçada em palco de audiência. Barraco pode render clique, mas também cobra preço. E quando a pessoa vive de acender incêndio, uma hora até o convite para o reality começa a cheirar a fumaça demais.