Eu tô aqui no Mandarin Oriental, em Nova York, terminando de me arrumar pro jogo do Brasil contra a Noruega, quando bate uma notificação que me faz largar o secador de cabelo no meio da escova. Leo Dias no Templo de Salomão, gente. Eu liguei pro homem três vezes seguidas, caiu na caixa postal três vezes seguidas, e eu aqui broncoaspirando de curiosidade a oito mil quilômetros de distância.
O que rolou, segundo a assessoria do próprio templo, foi que o apresentador esteve pela primeira vez no tour do Jardim Bíblico, acompanhado de Letícia Flores, diretora da LeoDiasTV ( a competência em
Pessoa!) , e disse abertamente que não sabia que o lugar era tão grande, que achou o memorial incrível e que ficou muito impressionado com os jardins. Ele foi de bota ortopédica, olha o compromisso com a pauta, doeu o pé e não doeu a vontade de fechar bom conteúdo.

Eu, de Nova York, mandei mensagem pra ele perguntando se rolou item de suvenir, porque toda essa produção tem que terminar em sacolinha personalizada, e até agora zero resposta. Isso é abandono de amiga em pleno território internacional.

Vou explicar por que essa visita não é bobagem de turista qualquer. O Templo de Salomão em São Paulo é uma construção de 56 metros de altura, 126 metros de comprimento e 104 metros de largura , o que o torna um dos maiores espaços religiosos do país . Ele foi erguido como réplica do templo bíblico construído pelo rei Salomão , com inspiração direta no Segundo Templo de Jerusalém, que existiu na antiguidade e foi destruído pelo general romano Tito no ano 70 depois de Cristo . Pra dar esse ar de autenticidade, a igreja trouxe 40 mil metros quadrados de pedras vindas de Hebrom, em Israel , e o custo total da obra chegou a 680 milhões de reais . Não é exagero dizer que ali dentro tem mais história antiga do que em qualquer feed de celebridade, incluindo o meu.

Fechando com a real: se até o Leo Dias, que já viu treta de todo tipo nessa vida, saiu de lá dizendo que ficou impressionado, é porque o negócio realmente tem peso. Eu vou desligar aqui porque o jogo do Brasil já vai começar e essa Kátia não perde puxada de bandeira por bota ortopédica de ninguém, mas assim que ele me atender, essa coluna ganha capítulo dois.