Flordelis dos Santos de Souza, condenada a 50 anos de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo, está há cerca de dois anos sem acompanhamento psiquiátrico regular, segundo seu advogado, Renato Loureiro. A defesa afirma que ela também enfrenta problemas de memória, dores na lombar e dificuldades para caminhar ou permanecer em pé.
Eu saí da Claus Porto, na Avenida da Liberdade, com um sabonete perfumado na sacola e entrei no carro rumo ao El Corte Inglés. Mas essa não é pauta para perfumar, maquiar ou transformar em espetáculo: é uma mistura pesada de prisão, saúde mental e um pedido que ainda depende da Justiça.

De acordo com os documentos apresentados pela defesa, a última consulta psiquiátrica registrada ocorreu em outubro de 2024. Na ocasião, Flordelis teria relatado crises de ansiedade, falta de ar, palpitações, choro intenso, angústia e episódios em que dizia ouvir vozes.
Eu desci no El Corte Inglés, escolhi um esmalte vinho para a manicure e fiquei pensando no tamanho da responsabilidade de noticiar isso. Os sintomas foram relatados à defesa e não representam, por si só, diagnóstico médico novo ou decisão judicial sobre o caso.
O advogado também afirma que a ex-pastora precisa passar por avaliação neurológica e neurocirúrgica, com possibilidade de procedimento cirúrgico. Ela ainda aguardaria a realização de um exame Holter para monitoramento cardíaco, pedido que teria sido refeito depois de uma tentativa anterior ser cancelada.
Enquanto a manicure começava a lixar minhas unhas, eu ouvi a lista de problemas e pensei no que fica escondido por trás de uma manchete fácil. Flordelis cumpre uma condenação gravíssima, mantida pela Justiça, mas a pena não elimina o dever do Estado de garantir atendimento médico adequado.
A defesa pediu autorização para que ela faça consultas psiquiátricas e psicológicas particulares por telemedicina, com custos pagos pela família. Segundo o advogado, o pedido foi aceito em primeira instância, mas recebeu manifestação contrária do Ministério Público e segue em discussão judicial.

Flordelis foi condenada em 2022 por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, associação criminosa armada e uso de documento falso no caso da morte de Anderson do Carmo, em 2019. Eu escolhi o tom do esmalte, deixei as mãos sobre a mesa e dei meu veredito: justiça e saúde não são lados opostos; uma condenação não pode virar desculpa para abandono médico.