Marina Ruy Barbosa anunciou que vai se afastar das redes sociais após receber ataques e ameaças de morte direcionadas a ela e à família, segundo apuração da coluna de Lucas Pasin. “Meus amores, estou sendo muito atacada. Vou me afastar um pouquinho das redes pela minha saúde e segurança”, escreveu a atriz.
Eu tinha acabado de entrar na academia, prendendo o cabelo antes de começar o treino, quando li aquilo. E parei. Porque crítica já é uma coisa, discordância política é outra, mas ameaça de morte é violência. Não cabe em comentário, não cabe em eleição e não cabe na vida de ninguém.

Segundo a publicação, os ataques teriam se intensificado depois que Paulo Ruy Barbosa, pai da atriz, publicou uma foto fazendo o “L” com as mãos. Marina reagiu à imagem com um coração e, no segundo turno, viajou ao Rio para votar e escreveu sobre cidadania em uma postagem.
Eu fui para a esteira, mas fiquei pensando no tamanho da covardia digital. A pessoa publica uma foto, manifesta uma posição e, de repente, precisa medir o que mostra, onde aparece e até como protege a própria família. Isso não é debate, minhas filhas.
Entre os comentários públicos, Marina leu ataques como “comunista de grife” e “socialista caviar”. Mas, de acordo com a apuração, as mensagens privadas e as ameaças dirigidas aos familiares foram o ponto mais grave da situação.
Eu comecei o aquecimento com a cabeça longe do exercício. Marina não precisa explicar voto, legenda, roupa ou broche para merecer respeito. Ninguém precisa. A divergência política acaba quando alguém acha que pode usar o medo como arma.
A coluna informou que a atriz ficou abalada e ainda avalia quais medidas tomará diante do caso. Envolvida em três trabalhos, ela decidiu reduzir a exposição on-line para preservar a própria saúde e segurança.

Eu segui na esteira com uma certeza muito simples: política não pode transformar rede social em território de caça. Discordar é um direito; intimidar, perseguir e ameaçar é outra coisa completamente diferente.