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Kátia Flávia
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Com milhões de plays, Heitor Santos fala sobre futuro no arrocha

Com mais de 3 milhões de ouvintes mensais, cantor sergipano fala sobre fama, redes sociais e os próximos passos no arrocha

Kátia Flávia

18/09/2026 19h30

Heitor Santos fala sobre o desafio de transformar o sucesso nas redes em uma carreira sólida no arrocha.

Heitor Santos fala sobre o desafio de transformar o sucesso nas redes em uma carreira sólida no arrocha.

Um vídeo pode alcançar milhões de pessoas em poucos dias. Transformar essa atenção em uma carreira capaz de permanecer depois que o assunto deixa de ser novidade é uma história diferente. Heitor Santos conhece de perto os dois lados dessa experiência.

O cantor sergipano viu seu alcance crescer nas redes sociais e ganhou ainda mais visibilidade com a frase “Não me chame de cachorro… se não eu mordo sua canela”. O bordão circulou pela internet, apresentou sua personalidade para novos públicos e ajudou a ampliar o interesse em torno do artista.

Mas, para Heitor, viralizar nunca poderia ser o ponto final.

“Viralizar abre uma porta muito grande, mas depois você precisa mostrar o que tem para entregar. Eu sempre quis que as pessoas chegassem pelo vídeo, pela brincadeira ou pela minha personalidade e depois descobrissem minha música”, afirma.

Do viral para as plataformas

A repercussão nas redes também encontrou espaço no streaming. Hoje, Heitor Santos soma mais de 3 milhões de ouvintes mensais no Spotify e vem ampliando sua presença no arrocha nordestino.

O resultado representa uma mudança importante para um artista que começou ainda criança no piseiro e passou por pequenos palcos antes de conquistar projeção nas plataformas digitais.

Para Heitor, as redes sociais encurtaram a distância entre artistas regionais e públicos de diferentes partes do Brasil. Ao mesmo tempo, a velocidade com que novos nomes e conteúdos surgem diariamente trouxe outro desafio: continuar relevante depois que o viral passa.

“Hoje você pode acordar com milhares de pessoas falando sobre você. Só que amanhã elas podem estar falando sobre outra pessoa. É por isso que eu penso muito em construir carreira, repertório e identidade. Não quero depender de um único momento”, diz.

Arrocha como identidade

Nesse processo, Heitor aposta justamente no gênero que acompanha sua formação musical. Influenciado por nomes como Devinho Novaes, Unha Pintada e Silvanno Salles, o cantor encontrou no arrocha uma maneira de unir romantismo, sofrência e elementos da própria personalidade.

As raízes nordestinas também permanecem como uma das bases do trabalho que pretende levar para públicos cada vez maiores.

“Eu tenho muito orgulho de onde venho e do som que faço. Quero crescer, chegar a públicos novos e experimentar coisas, mas sem precisar apagar minhas raízes para isso”, afirma.

O desafio de permanecer

Com a exposição conquistada nas redes e milhões de ouvintes nas plataformas, Heitor entende que o sucesso também aumenta a expectativa em torno dos próximos passos.

Para ele, permanecer na música exige mais do que repetir aquilo que funcionou uma vez. Repertório, identidade e conexão com o público passaram a ocupar um espaço ainda maior nas decisões sobre a carreira.

“Quando as pessoas começam a acompanhar seu trabalho, você entende que existe uma responsabilidade de continuar entregando. Não quero fazer música pensando apenas no próximo viral. Quero músicas que as pessoas escutem, cantem e levem para a vida delas”, conta.

Nova fase no arrocha

Vivendo uma nova etapa profissional com a Sua Música Digital, Heitor prepara novos lançamentos e o audiovisual “Sabor HS”, projeto que pretende apresentar mais uma fase de sua identidade artística.

O trabalho aparece como um dos próximos passos para transformar o alcance conquistado nas redes e nas plataformas em uma trajetória de longo prazo.

Para o cantor, os milhões de ouvintes representam uma conquista importante, mas não significam que o objetivo tenha sido alcançado.

“Eu comemoro muito tudo que está acontecendo, porque sei de onde comecei. Mas também penso que isso é só uma etapa. Quero olhar daqui a alguns anos e perceber que aquele momento de viralização foi uma porta que se abriu, não o ponto mais alto da minha história”, conclui.

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