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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Colar de coração de Flávia Alessandra em ‘Quem Ama Cuida’ vira febre no Brasil inteiro

Kátia Flávia, esta colunista que vos fala, estava estatelada na cama do Cosme Velho, maquiada pela metade, abraçada a um suco de melancia e à ressaca de um jantar que terminou em karaokê às três da manhã, quando “Quem Ama Cuida” entrou na TV da suíte. Bastou Flávia Alessandra surgir em cena como Fábia Brandão, toda montada na socialite milionária, para o grupo das amigas ricas começar a tremer com a mesma pergunta: de onde é esse colar de coração que parece herança de tia europeia, mas brilha igual vitrine de shopping novo.

Kátia Flávia

20/06/2026 9h00

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Os acessórios usados pela personagem de Flávia Alessandra na novela “Quem Ama Cuida”, vêm chamando atenção do público.

Na terceira cena com close no pescoço, Kátia pegou o telefone e ligou direto para quem resolve guarda-roupa de personagem que paga boletos com vilania: Amora Mautner, a mãe de todos!

Do outro lado da linha, Amora ( diretora de Quem Ama Cuida) nem fingiu surpresa. Já atendeu rindo, porque a novela mal tinha ido ao intervalo e o Instagram dela parecia saque de loja em liquidação, todo mundo querendo o tal coração dourado da Fábia. A diretora explicou, com a calma de quem vê as tendências nascerem na sala de caracterização, que a peça-desejo é uma gargantilha de coração folheada a ouro, com pingente pavê duplo, toda microcravejada de zircônias e contornada em lapidação baguete, aquele brilho fino que faz a câmera da novela trabalhar mais que ring light de blogueira. Não é joia de cofre suíço, mas também não é biju de fast fashion: é aquele tipo de semijoia que a novela transforma em objeto de desejo nacional em dois capítulos.

Amora contou que a parceria por trás do pescoço da Fábia não nasceu ontem. A mesma grife já apareceu em vilã de novela passada, em golpista estilosa de trama anterior, e agora volta com força tanto em “Quem Ama Cuida” quanto em outras produções da casa, sempre no pescoço de personagem que precisa comunicar riqueza, autoestima e cartão de crédito no limite. A ideia para Fábia era criar um “colar-assinatura”, que o público reconhecesse de longe: mix de correntes com corações em diferentes tamanhos, pavê duplo, pingente com a palavra “amor” e pulseira de elo português fazendo par, tudo conversando com o figurino de dondoca que vive para ser vista. Cada look entra em cena já desenhado para virar print, pasta de referência e print de WhatsApp para a prima da ótica.

Enquanto isso, no mundo real, o tal colar já saiu da ficção e virou boleto. O modelo está à venda no e-commerce da marca, com variações de coração liso ou cravado, faixa de preço que cabe naquele parcelamento amigo que faz a classe média se sentir convidada para o mesmo camarote da novela. As buscas pelo acessório disparam, sites de moda destrincham o figurino, e as fundadoras da joalheria comemoram o colar de Fábia como prova viva de que um bom merchandising de personagem vale mais do que muita campanha fria. O pescoço da dondoca virou vitrine ambulante em horário nobre.

Da cama do Cosme Velho, Kátia encerra a ligação com Amora Mautner olhando para o próprio porta-joias e pensando que, se novela manda usar coração pavê folheado, o Brasil vai obedecer sem reclamar. Porque nessa história só tem uma coisa mais certeira do que capítulo com morte misteriosa: é close em colar de mocinha ou dondoca, que transforma qualquer gargantilha bem posicionada na nova paixão nacional em doze vezes sem juros.

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