Zé Felipe se pronunciou após o vídeo em que o filho caçula, de 1 ano, é incentivado por adultos a repetir uma expressão de conotação sexual durante a festa de aniversário de Leonardo. A gravação provocou críticas nas redes, e o cantor decidiu pedir desculpas a quem se sentiu incomodado.
Entrei no banco de trás do sedã preto, deixei a tote ao meu lado, prendi o cinto e pedi ao motorista que seguisse pela Rua das Laranjeiras antes de entrar no Túnel Santa Bárbara, rumo ao Instituto Moreira Salles. Com a cidade passando pela janela, vi a retratação do Zé e pensei que há brincadeiras que adultos acham engraçadas até descobrirem que o resto do mundo está assistindo.

No vídeo original, Leonardo e Poliana Rocha perguntam ao menino o que ele daria “para as meninas” e estimulam uma resposta obscena. Zé Felipe aparece com o filho, enquanto os familiares riem da situação. A repercussão foi imediata porque a criança apenas repetia uma fala proposta por adultos.
Na manhã desta terça-feira, o cantor disse que quase não comentaria o caso, mas sentiu necessidade de falar. “Eu estava fazendo uma brincadeira”, afirmou. Em seguida, reconheceu que recebeu mensagens com pontos de vista que não conhecia e que considerou válidos.
“É coisa de criação mesmo. […] Muita gente pondo um ponto de vista que eu concordei, eu não sabia, né? Porque a gente não sabe tudo, a gente está sempre aqui para aprender, para melhorar”, declarou. Ele também criticou parte das reações, mas reforçou que pessoas públicas devem dar satisfação sobre o que publicam.
Zé Felipe terminou a fala com um pedido de desculpas: “Para quem se sentiu incomodado, para quem não foi criado da forma que eu fui criado, quero pedir desculpa. De verdade mesmo, desculpa”. Segundo ele, a intenção era mostrar o cotidiano da família, não gerar constrangimento.

O carro dobrou em direção ao túnel e eu fiquei pensando que a parte mais importante dessa história não é o cancelamento, nem o vídeo de resposta. É entender que uma criança não tem como avaliar a piada que os adultos colocam na boca dela. Reconhecer isso já seria um começo bem melhor que chamar tudo de “brincadeira”.