Rio nublado, cabelo hidratado, e eu fechada em casa colocando projetos, propostas e números em ordem quando o telefone tocou. Era São Paulo do outro lado da linha, e a primeira frase já me fez largar a planilha: Claudia Ohana numa festa inspirada no Conde Drácula. Gente. Tem coisa que o destino escreve sozinho.
A noite aconteceu no centro histórico de São Paulo, promovida pela Flying Fish, a cerveja com limão da Ambev, com clima gótico do começo ao fim e o duo Dubdogz nas pick ups. Na lista de convidados estavam Giullia Buscacio e Gabriel Santana, que foram dos mais disputados da noite. Mas quem roubou o posto de estrela foi Claudia Ohana, que entrou no tema relembrando com saudade o universo vampiresco que marcou a carreira dela.

E aí não precisa ser noveleira de carteirinha para entender. Claudia foi a Natasha de Vamp, a vampira roqueira que parou o Brasil em 1991 e que até hoje aparece em qualquer lista de personagens inesquecíveis da Globo. Chamar Drácula para a festa e não chamar Claudia Ohana seria um erro de escalação imperdoável, e a marca, pelo menos nisso, acertou em cheio.

Agora vem a parte que ninguém colocou no título do convite. A festa foi só o aquecimento para uma promoção global da marca, que vai sortear ganhadores para uma festa privada no Castelo de Bran, na Transilvânia, em novembro. O castelo mais associado à lenda de Drácula no mundo vai virar pista de dança, e eu confesso que já estou fazendo as contas de quantas latinhas preciso para ter chance.

Drácula regado a cerveja com limão é uma combinação que eu jamais teria imaginado, mas quem sou eu para julgar vampiro com sede de algo mais leve. Se a Natasha estivesse com o convite na mão, eu duvido que alguém fosse dormir cedo em Bran.