Estava ainda processando as declarações das duas Carols para a Bella aqui em Bari quando minha assessora me ligou com a notícia do Cauã. Larguei o espresso no balcão e precisei de um segundo. Jorginho voltando a existir é uma coisa grande, gente.
Cauã Reymond aceitou o convite da Globo para reprisar o papel na continuação da novela original de 2012, com estreia marcada para janeiro de 2027. O ator de 45 anos mantém contrato de exclusividade com a emissora, o que facilitou tudo. Adriana Esteves, Murilo Benício, Eliane Giardini e Juliano Cazarré também confirmaram retorno. Débora Falabella negocia uma participação mais curta como Nina, sem protagonismo. Isis Valverde foi categórica: Suellen não volta.


O anúncio derrubou assuntos no X e nos stories antes mesmo do almoço. A memória afetiva de Avenida Brasil é uma das mais sólidas da teledramaturgia brasileira recente, e bastou a confirmação do Cauã para o público ir às redes lembrar bordões, cenas e personagens com uma velocidade que impressiona quem já esperava pelo anúncio.
A narrativa da continuação parte de um ponto inteligente: Carminha saindo do lixão após a morte de Lucinda, assumindo as crianças e decidindo reconquistar tudo que perdeu com Tufão. O roteiro planta já no ponto de partida a pergunta que vai durar até o último capítulo: ela realmente mudou ou é a mesma vilã com outra estratégia? Com Ricardo Waddington na direção, essa dúvida vai ser regada com muito cuidado.
Isis Valverde dizer que não volta como Suellen merece um parágrafo separado, porque Suellen era o tipo de personagem que o Brasil amava odiar com carinho. Mas com Carminha no centro, Jorginho ao lado e a família de Tufão reunida, Avenida Brasil 2 já tem babado suficiente para dois anos de capítulos. Quem disser que não vai assistir está mentindo para si mesmo.