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Kátia Flávia
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Cássia Kis vai à delegacia após acusação de transfobia em shopping no Rio

A ex-atriz da Globo prestou depoimento nesta sexta na Decradi sobre a briga com uma mulher trans no banheiro de um shopping na Barra da Tijuca, acompanhada de advogado e de um deputado do PL. E chegar à delegacia entre um criminalista e um bolsonarista não é exatamente a estratégia de quem quer que o assunto esfrie.

Kátia Flávia

23/05/2026 8h23

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Cássia Kis se apresentou nesta sexta-feira (22/5) à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). (Foto: Reprodução/O Globo)

Cássia Kis se apresentou nesta sexta-feira à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância para depor sobre uma acusação gravíssima: ter ofendido verbalmente uma mulher trans, identificada como Roberta Santana, dentro do banheiro feminino de um shopping na Barra da Tijuca, no dia 24 de abril. A atriz foi acompanhada do advogado criminalista Deryk Renato e do deputado estadual Márcio Gualberto, do PL, e o caso já corre como inquérito formal na Decradi.

Segundo o relato de Roberta, as duas se encontraram na fila do banheiro e Cássia teria começado a agredi-la verbalmente pelo simples fato de ela estar usando aquele espaço. “Minha gente, estou aqui neste sábado de manhã, antes da minha aula de ioga, tomando meu suco de melancia, e esse caso não sai da minha cabeça desde ontem.” A situação teria continuado mesmo após Roberta entrar em uma das cabines, com comentários que a vítima classificou como transfóbicos.

Depois de sair da delegacia, Gualberto e o advogado gravaram vídeo afirmando que o depoimento foi tranquilo e que confiam no desfecho. “A Cássia falou apenas a verdade, apenas os fatos”, declarou o deputado. O criminalista completou dizendo estarem “muito confiantes de que a justiça será feita.” “Pode ser, querido, mas eu já vi esse roteiro antes e raramente termina bem pra quem chegou à delegacia de braço dado com político.”

Nas redes, o caso explodiu desde o primeiro dia e dividiu opiniões de forma violenta. Apoiadores transformaram o episódio em bandeira política. Ativistas e artistas pedem responsabilização e apontam que a situação se encaixa num padrão de violência cotidiana contra pessoas trans em espaços públicos. Acusação de transfobia não é fofoca de corredor, é crime previsto em lei, e cabe à Justiça a última palavra. “Vou pra minha ioga. Mas fico de olho.”

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