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Kátia Flávia
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Cartórios de Minas Gerais disparam, passam 100 mil CIN e ainda levam RG na casa

Cartórios de Registro Civil de Minas Gerais já emitiram mais de 100 mil Carteiras de Identidade Nacional, com 47 unidades habilitadas pela Polícia Civil de Minas Gerais e até atendimento domiciliar para quem não consegue sair de casa. Se deixar, minha gente, o RG novo chega antes do motoboy do delivery.

Kátia Flávia

01/07/2026 9h48

Mais de 100 mil Carteiras de Identidade Nacional já foram emitidas pelos cartórios de Minas Gerais. E o detalhe que chamou atenção: em alguns casos, o documento chega até a casa de quem não consegue se locomover.

Mais de 100 mil Carteiras de Identidade Nacional já foram emitidas pelos cartórios de Minas Gerais. E o detalhe que chamou atenção: em alguns casos, o documento chega até a casa de quem não consegue se locomover.

Eu tava chegando no Cosme Velho, pronta pra fazer pé, mão e falar mal de elenco de reality, quando toca a chamada de vídeo no meu celular verde-água. Era um amigo de Belo Horizonte, daqueles que sabem mais de cartório do que de próprio signo, berrando: “Kátia, Minas Gerais tá bombando de carteira de identidade nova, dá um jeito de explicar isso pro povo”. Botei o roupão, sentei na varanda com vista pro Cristo Redentor e liguei o modo coluna, porque fofoqueira de quinta também sabe falar de burocracia quando o babado rende.

O resumo da ópera é o seguinte: em três anos, 47 cartórios de Registro Civil das Pessoas Naturais espalhados por Minas Gerais já emitiram mais de 100 mil Carteiras de Identidade Nacional (CIN), essa CIN fresquinha que unifica o documento no país inteiro. A graça é que esses cartórios foram habilitados pela Polícia Civil de Minas Gerais e viraram uma alternativa rápida às unidades de atendimento do governo, tipo UAI e postos de identificação. Em alguns lugares, como Congonhas, já tem cartório beirando 11 mil documentos entregues, com fila grande e funcionário fazendo hora extra na base do café forte.

Os cartórios de Minas Gerais ganharam um novo protagonismo na emissão da Carteira de Identidade Nacional. Com atendimento ampliado e até serviço domiciliar, a nova fase promete facilitar a vida de milhares de mineiros.
Os cartórios de Minas Gerais ganharam um novo protagonismo na emissão da Carteira de Identidade Nacional. Com atendimento ampliado e até serviço domiciliar, a nova fase promete facilitar a vida de milhares de mineiros.

E não é só número frio em planilha, tem narrativa. A juíza auxiliar da Corregedoria, Simone Saraiva de Abreu Abras, foi lá dizer que a ideia nasceu de um acordo entre o sindicato dos oficiais de registro e a Polícia Civil de Minas Gerais, aprovado pela cúpula da Justiça mineira em 2023, tudo bonitinho no papel. Na prática, isso quer dizer que o cidadão do interior não precisa cruzar meio estado pra conseguir um documento simples, porque o cartório da esquina, aquele onde a gente reconhece firma, agora também resolve a Carteira de Identidade Nacional. Capilaridade é o nome chique, mas eu chamo de “não fazer o povo sofrer em fila de madrugada”.

A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional já ultrapassou 100 mil documentos em Minas Gerais. A iniciativa aproxima o serviço da população e leva o atendimento até quem mais precisa.
A emissão da nova Carteira de Identidade Nacional já ultrapassou 100 mil documentos em Minas Gerais. A iniciativa aproxima o serviço da população e leva o atendimento até quem mais precisa.

A cereja do bolo, claro, são as histórias humanas, porque número não chora. Tem a Isabela, 15 anos, jogadora de vôlei, que correu pro cartório do Barreiro pra tirar a Carteira de Identidade Nacional e poder disputar torneio pelo Minas Tênis Clube, já que a carteira infantil dela não dava mais conta da burocracia esportiva. Tem também a Regina Célia, de Congonhas, que não conseguia nem sair de casa por dor no joelho e obesidade, e recebeu visita do cartório na sala de estar, com coleta de digitais, foto e tudo, pra não ficar sem benefício e sem acesso a serviço básico. É o RG chegando no sofá enquanto a gente ainda sofre pra marcar consulta no aplicativo do plano.

Pra completar o pacote, o povo dos cartórios lembra que a primeira Carteira de Identidade Nacional é de graça, a segunda via passa dos cem reais e ainda tem taxa de conveniência, porque o capitalismo nunca perde a piada. O documento vale pro país inteiro, conversa com Justiça Eleitoral, Receita Federal e banco, e o sonho é ter tudo interligado, bonitinho, como se a vida do brasileiro fosse simples. Do alto do meu Cosme Velho, olhando esse corre mineiro, meu veredito é um só: quando o cartório começa a entregar documento em casa, é sinal de que o Brasil anda, mesmo que seja mancando e com o RG novo ainda cheirando a tinta.

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