Eu estou escrevendo isso dentro de uma oficina mecânica. Meu carro está sendo examinado e eu, sinceramente, já não estou nem aí para o diagnóstico. Desde que soube o que estão preparando para Salvador em 2027, enlouqueci. Estou tentando falar com Nizan Guanaes, estou atrás do Betinho e já decidi: não vou perder esse camarote por nada neste mundo.
Porque Carlinhos Brown resolveu montar um grupo que parece conselho de administração da alegria baiana.

O Camarote Brown apresentou ao mercado o projeto para o Carnaval de Salvador de 2027 sob o conceito “A Bahia é o Mundo”. Ao lado de Brown estão a Zum Brazil e Lícia Fábio, que eu amo e considero uma das mulheres que melhor entendem a engrenagem social da Bahia. E agora entram no projeto Nizan Guanaes, Beto Pacheco e Taciana Veloso, da Index, ampliando a conversa com marcas, parceiros, comunicação e relações públicas.
Meu amor, isso não é mais camarote. É reunião de acionistas com abadá.
O encontro com representantes de marcas e empresas aconteceu na Index e abriu oficialmente a conversa comercial para 2027. A proposta é transformar o Camarote Brown numa plataforma que atravesse música, cultura, gastronomia, hospitalidade, relacionamento e negócios.
E eu entendo perfeitamente o movimento.
Carnaval movimenta atenção em escala industrial. Onde existe atenção, existe marca querendo aparecer, executivo querendo relacionamento e patrocinador procurando uma experiência que não pareça simplesmente mais uma logomarca pendurada na parede.
É justamente aí que esse povo sabe trabalhar.
Nizan conhece publicidade e construção de marca como poucos. Beto Pacheco conhece o território da influência, do luxo e das conexões. Taciana Veloso chega pela Index. Lícia Fábio conhece Salvador socialmente por dentro. E Brown dispensa apresentação: o homem transformou a própria criatividade numa marca brasileira reconhecível.

E aí fui ler a gastronomia e quase mandei o mecânico largar meu carro.
Lafayette e Soho estarão entre os restaurantes residentes. O projeto também anuncia Amado e Ori, dos chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, além do Preta, da chef Angeluci Figueiredo.
Estou chocada com essa curadoria.
O camarote ficará na Barra, com vista para o mar, Farol da Barra, Cristo e Circuito Dodô, e promete integrar música, arte, gastronomia, cenografia, hospitalidade e relacionamento durante cinco dias de Carnaval.
Brown explicou que o projeto vem sendo construído há anos e que o objetivo agora é dar longevidade a um conteúdo que ultrapasse os dias da folia.
É exatamente aí que está o negócio.
O Camarote Brown está tentando deixar de ser apenas um endereço disputado durante alguns dias de fevereiro para virar uma plataforma permanente de relacionamento entre cultura baiana, público e marcas.
E eu continuo aqui na oficina, enlouquecida, tentando resolver duas coisas simultaneamente: meu carro e meu acesso ao Camarote Brown.

O carro eu ainda não sei se tem conserto.
Meu Carnaval de 2027, porém, já estou tentando garantir com Nizan e Betinho.