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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Bruno Gissoni abandonou a Globo, foi morar em Itamonte e transformou o sítio em negócio

Bruno Gissoni saiu da Globo em 2020, se instalou com Yanna Lavigne num sítio em Itamonte (MG) a 1.300 metros de altitude e transformou o retiro em empreendimento: a Cabana Matangi está disponível para aluguel por R$ 1.225 a diária. Eu preciso do número do celular dele.

Brenno

21/05/2026 15h15

Bruno Gissoni e Yanna Lavigne vivem com as filhas em meio às montanhas de Itamonte, no Sul de Minas

Bruno Gissoni e Yanna Lavigne vivem com as filhas em meio às montanhas de Itamonte, no Sul de Minas

Estava terminando meu café aqui em casa, em Cosme Velho, quando o meu celular tocou. Era a Rebeca, produtora de televisão que conheço desde os tempos de Projac, com aquele tom de quem está entregando um escândalo de primeira mão. “Kátia, você viu o que o Bruno Gissoni fez?” Não tinha visto. Mas em dois minutos de conversa com ela eu já estava de pé na varanda, olhando para o Corcovado e pensando seriamente em vender tudo e sumir para Minas Gerais.

O Bruno Gissoni saiu da Globo em novembro de 2020, e enquanto o Rio de Janeiro inteiro especulava sobre o que ele ia fazer da vida, ele simplesmente já estava há dois anos instalado em Itamonte, no sul de Minas Gerais, criando as filhas Madalena e Amélia com Yanna Lavigne no meio da Serra da Mantiqueira, a 1.300 metros de altitude. O que ninguém contou direito é que esse retiro virou negócio de verdade: em 2025, o casal inaugurou oficialmente a Cabana Matangi, uma estrutura A-frame de 72 metros quadrados com sauna à lenha, horta, espaço gourmet, chuveirão, fogueira e nascentes preservadas, disponível para aluguel por diárias a partir de R$ 1.225 na plataforma Holmy. Bruno Gissoni não fugiu da fama. Ele criou um produto em cima dela.

Aí eu entrei em colapso de uma forma muito específica. Porque eu, Kátia Flávia, moro aqui em Cosme Velho há anos, olho para essas montanhas todo dia e juro que tenho falado há meses que preciso de uma cabana nas alturas. Não uma cabana qualquer: quero fogão a lenha, janela panorâmica, cavalo solto na cerca e um pôr do sol que faça o celular parecer irrelevante. O Bruno Gissoni foi lá e fez. E ainda criou modelo de negócio em cima disso, enquanto eu fico aqui planejando e não plano nada. Fui buscar o contato de qualquer pessoa que conhecesse o casal pessoalmente para conseguir o endereço exato do sítio em Itamonte.

Liguei para a Márcia, que conhece todo mundo que já passou pela Globo. Ela não tinha o número do Bruno. Liguei para o Henrique, que trabalhou na produção de uma temporada de “Malhação”. Também não tinha. Mandei mensagem para uma stylist que vestiu a Yanna numa premiação em 2019. Silêncio total. A Cabana Matangi recebe avaliações cinco estrelas, tem reservas esgotadas nos fins de semana, e a Yanna assina pessoalmente a descrição da propriedade na plataforma, se apresentando como “atriz, mãe e influenciadora adepta a novas ferramentas para ser e estar no mundo.” Essa mulher está no auge do seu momento. E eu preciso de uma diária pra ver se é tão bom quanto parece.

Por enquanto não consegui o número do Bruno Gissoni. Mas vou conseguir. Tenho contatos em Itamonte, tenho uma fonte na Serra da Mantiqueira e tenho uma curiosidade que não passa nem com terapia. O casal saiu da televisão aberta, recusou o ritmo de emissora grande, criou os filhos na roça, construiu uma cabana de luxo e hoje recebe hóspedes que pagam mais de mil reais por noite para dormir no mesmo lugar que eles escolheram para viver de verdade. Se o Bruno Gissoni me ligar de volta, eu marco para o próximo feriado. E se não ligar, eu vou de qualquer jeito e descubro o caminho pelo GPS.

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