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Kátia Flávia
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Bruna Mendonça, Miss Arábia trans, promete proibidão no intervalo da Copa

A primeira trans a disputar o Miss Copa do Mundo resolveu que o intervalo dos jogos da Arábia vai ter conteúdo adulto nas plataformas em que ela já fatura cem mil por mês. E avisou que o convite para os jogadores já saiu, porque eles andam curtindo as fotos dela com muito mais devoção do que a tabela do mundial.

Kátia Flávia

14/06/2026 9h13

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primeira trans a participar do concurso Miss Copa do Mundo, Bruna Mendonça prometeu liberar um “show do intervalo proibidão” para maiores de idade sempre na pausa entre o primeiro e o segundo tempo das partidas da sua seleção. (Foto: Divulgação)

Domingo de ressaca de Copa, eu esparramada em casa tomando litro de suco de pera para ver se o juízo voltava, sem a menor intenção de pisar na academia hoje. O plano era santo, esticar até o Leme na casa de uma amiga e emendar um almoço bem demorado em algum lugar com vista pro mar. Foi exatamente nesse momento, de chinelo e cara amassada, que o celular tocou naquele tom ofegante que já entrega fofoca grande, e a notícia caiu no meu colo antes mesmo do segundo gole.

A tal protagonista é a Bruna Mendonça, primeira trans a entrar no Miss Copa do Mundo, aquele concurso que distribui faixas de seleção por afinidade, e ela representa nada menos que a Arábia Saudita. A promessa é um show do intervalo proibidão para maiores, sempre na pausa entre o primeiro e o segundo tempo das partidas da Arábia. Enquanto a TV exibe os melhores momentos e os comentaristas tagarelam, a Bruna solta a versão picante dela nas plataformas adultas em que já embolsa cem mil por mês, com jogador famoso assinando a conta.

A pegação, segundo ela própria, está liberada. A Miss conta que mandou a ideia para alguns atletas que vivem curtindo as fotos dela e recebeu o aval geral antes de lançar de vez. O recorte que ninguém deveria deixar passar é o contraste, porque a Arábia Saudita está entre os países que menos respeitam a diversidade sexual, e a Bruna faz questão de dizer que, sendo trans, o gesto dela é um grito de liberdade. Provocação com selo de causa, exatamente o tipo de combinação que o algoritmo bebe de canudinho.

Para mim, isso aqui é marketing de gente que sabe o que faz. A Bruna pegou o intervalo, esse vácuo que normalmente serve café requentado de análise tática, e transformou em produto exclusivo dela. Juntou futebol, plataforma adulta e bandeira política num pacote só, e ainda avisou que quer roubar o carinho da torcida brasileira nem que seja na marra, durante a pausa do jogo. Ousadia não falta, e estratégia muito menos.

No fim das contas, a Bruna descobriu o que emissora nenhuma admite em voz alta: tem muita gente que liga a transmissão pensando mais no intervalo do que no placar. E se depender dela, nessa Copa o VAR vai ser o menor dos problemas da diretoria.

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