O Distrito Federal já liderou o país nos anos iniciais do ensino fundamental. Anos depois, enquanto o mapa da educação brasileira se transforma, chega ao Brasil uma universidade para todas as idades que também funciona como rede social do conhecimento e inaugura hoje uma pós-graduação revolucionária e polêmica: Ufologia e Expansão do Conhecimento
O contexto educacional do Brasil clama por revolução. Os números comprovam esse chamado. Um grupo reúne milhares de pessoas em dois meses de inauguração. A proposta? Começar a mudança por um personagem que costuma receber cobranças, mas nem sempre a mesma atenção: o professor.


O mundo mudou, e os números da educação brasileira levantam a seguinte pergunta: a maneira de ensinar mudou na mesma velocidade?
Em 2009, o Distrito Federal alcançou 5,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais do ensino fundamental, dividindo a liderança com Minas Gerais, considerando o conjunto das redes públicas e privadas. A média brasileira era 4,6. Brasília estava no topo.
Dezesseis anos depois, a história que os números do IDEB contam é que o mapa educacional brasileiro já não é o mesmo. O Distrito Federal, que já ocupou posições de destaque no Ideb, chegou em 2025 à última colocação nacional no ensino médio público.
Redes que estavam muito atrás avançaram, estados reformularam suas estratégias e antigas posições deixaram de ser garantidas. Do lado de fora da sala de aula, quase tudo mudou: do telefone, que virou um computador que cabe no bolso, até a biblioteca, que passou a caber dentro do próprio telefone. A inteligência artificial começou a responder, em segundos, a perguntas que antes exigiam horas de pesquisa. Os vídeos ficaram mais curtos e as telas se multiplicaram. Algumas profissões desapareceram, outras nasceram.
Nas salas de aula faltam investimento, estrutura, valorização, formação e tecnologia. Falta atenção aos alunos, mas, principalmente, aos professores. Antes de perguntar por que o aluno não está aprendendo, estamos preparando e valorizando o suficiente quem precisa aprender?

Dr. Herbert Félix, mestre em Educação, atua na formação docente, nas metodologias de ensino e nas técnicas voltadas à transmissão e à compreensão do conhecimento. É quase uma profissão dentro de outra profissão. O professor dos professores. Sua premissa é simples: dominar um assunto e saber ensiná-lo são competências relacionadas, mas não idênticas.
“Durante muito tempo, concentramos a discussão educacional no que o aluno precisa aprender. Mas há uma pergunta anterior: quem prepara continuamente quem precisa ensinar? O professor precisa dominar o conteúdo, evidentemente, mas também compreender a atenção, a comunicação, a metodologia, as diferenças de aprendizagem e as novas ferramentas disponíveis. Ensinar também é uma competência que precisa ser aperfeiçoada continuamente. E, ainda, no mundo tecnológico, o conhecimento precisa ser transformado em experiência digital.”
O professor Félix é um dos docentes responsáveis pela Unidakila, uma plataforma que promete revolucionar o ensino. A grande inovação é ser uma rede social do conhecimento, voltada a todas as idades, com dupla certificação, nacional e internacional. A tecnologia aproxima o aluno e o professor, capacita e inova o ensino, transformando-o em uma experiência. Comunidades de pessoas de todas as idades, com milhares de participantes que buscam aprender cada vez mais em múltiplas disciplinas.
A escola ganhou concorrentes, e o que se pode dizer é que a era em que o professor tinha uma espécie de monopólio sobre o conhecimento organizado ficou no passado. Há TikTok, Instagram, YouTube, streaming, jogos, notificações. Do outro lado da carteira estão algumas das empresas de tecnologia mais sofisticadas do planeta, investindo bilhões para responder a uma pergunta muito específica: como manter a atenção dessa pessoa? A educação disputa exatamente essa mesma atenção.
Dr. Pedro Braga, avaliador BaSis para ensino superior, Doutor em educação e especialista em políticas públicas para o ensino superior comenta sobre o tema: “Se bilhões de pessoas já aprenderam a viver, conversar, descobrir assuntos e construir comunidades nas redes sociais, por que o conhecimento deveria permanecer fora dessa lógica? E ainda, por que os professores, propagadores do conhecimento, deveriam estar fora dessa lógica?”
O Doutor também é coordenador da Pós-graduação em ufologia e expansão da consciência da Unidakila juntamente a Faculdade CTA, Harold Gillies University, e Instituto Universos. Braga é também Docente de outros cursos na plataforma, inclusive cursos livres.
Na TALIS 2024, pesquisa internacional coordenada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 90% dos professores brasileiros participantes relataram que as atividades de desenvolvimento profissional às quais participaram tiveram impacto positivo em suas práticas docentes.
Entre os docentes brasileiros ouvidos, 48% apontaram a necessidade de formação para ensinar estudantes com necessidades educacionais especiais; 39% mencionaram a necessidade de desenvolver habilidades para utilizar inteligência artificial no ensino e na aprendizagem; e 37% indicaram a necessidade de preparação para ambientes multiculturais ou multilíngues.
Quando perguntados sobre obstáculos ao próprio desenvolvimento profissional, 57% mencionaram falta de apoio do empregador, 52% apontaram conflito com o horário de trabalho e 52% disseram que a formação profissional era cara demais.
Neste contexto, profissionalizar professores e aprimorar o ensino vêm se tornando uma necessidade. À frente do projeto está Urandir Fernandes de Oliveira, presidente do Instituto Dakila de Pesquisas, que vem conduzindo a expansão da iniciativa com uma proposta que busca aproximar educação, pesquisa, tecnologia e novas formas de compartilhar conhecimento.
Para Oliveira, a transformação não pode se limitar a digitalizar o que já existe. “Não adianta colocar uma aula antiga em uma plataforma nova e chamar isso de inovação. Se a sociedade mudou, precisamos também repensar a experiência de aprender. A proposta da Unidakila é criar um ambiente em que o conhecimento faça parte da vida da pessoa, em que ela encontre professores, outros estudantes, pesquisadores, comunidades e diferentes áreas de interesse, e continue aprendendo independentemente da idade.”