Estava aqui em Bari com minha amiga Rossella tomando um caffè quando a notícia chegou e eu precisei pousar a xícara devagar, como quem recebe uma fofoca que merece ser saboreada. Bianca Becker, a gaúcha que quase entrou no BBB 26, foi confirmada na Casa do Patrão. Da Globo pra Record, do “quase” pro “tá dentro”. A vida dá voltas, e essa deu uma volta e meia.
Bianca chegou longe na seletiva do BBB 26. Longe mesmo. Entrevista com Rodrigo Dourado, diretor de núcleo da Globo, aparição no especial “Como Nasce um BBB” no Fantástico, boca secando de ansiedade na ante-sala. A Globo, no fim, escolheu Samira Sagr pelo voto do público e Elisa Klein pra Casa de Vidro. Bianca publicou no Instagram: “Foi na trave! Quase, mas não foi dessa vez!” A frase é bonita. O sorriso na foto, esforçado.



No anúncio da Casa do Patrão, ela foi apresentada como massoterapeuta, Miss Grand Rio Grande do Sul e modelo. Tem 26 anos, é filha única, mora com a mãe e a renda principal da família vem da massoterapia. No vídeo de apresentação, avisou que vai arrasar nas provas de resistência. Bianca claramente fez o dever de casa e entendeu que o caminho para a fama no Brasil passa por reality, seja na Globo ou na Record.
A leitura pirua aqui é simples: Boninho saiu da Globo, foi pra Record montar a Casa do Patrão, e já está pescando no banco de talentos que a Globo descartou. Bianca foi entrevistada pelo time da Globo, descartada, e o próprio Boninho a levou pra casa nova. Isso tem nome no mercado, e o nome é reaproveitamento criativo de matéria-prima.
Ela disse que “quase é sinônimo de conquista”. Eu entendo a mensagem, torço pela Bianca, e reconheço a resiliência. Mas cá entre nós, entre um aperol e outro aqui em Bari, se a conquista vier de verdade na Casa do Patrão, aí sim ela vai poder dizer que a trave foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela. Por enquanto, a trave continua sendo uma trave.