A Dani Junco me ligou cedo, com aquela voz de quem acabou de fechar o negócio da vida e não aguenta mais guardar o segredo. Peguei o telefone aqui em Alberobello, entre um trullo e outro, e ouvi a novidade que o mercado materno-infantil brasileiro estava esperando sem saber que estava esperando.
A B2Mamy, maior comunidade de mães do Brasil, e a CoCreators, agência pioneira em marketing de influência, anunciam o Like by B2Mamy / CoCreators, plataforma que conecta mães criadoras de conteúdo a marcas que querem falar com esse público de verdade. A meta é gerar R$ 1,2 milhão em renda para mães UGC Creators ainda em 2026, tudo operado pelo aplicativo CoCreators. Empresas como Ambev, Unilever, Nestlé, Uber e Mustela já estão no barco.

Os números explicam a urgência: 95% das mães brasileiras usam redes sociais, 58% aprendem sobre produtos pelo Instagram, e o Brasil lidera o planeta em nano e microinfluenciadores. Esse ecossistema já existia na prática, espalhado por grupos de WhatsApp e stories de madrugada. O que o Like faz é colocar estrutura, tecnologia e pagamento em cima de algo que as mães já faziam de graça.
A Dri Elias, CEO da CoCreators, resume bem: as marcas queriam conteúdo autêntico, as mães já produziam esse conteúdo, e faltava a ponte profissional entre os dois lados. O Like entrega gestão de campanha de ponta a ponta, da seleção do perfil ao conteúdo revisado, postado e pago pelo app. Nada de e-mail perdido, nada de promessa sem contrato.
Eu que, acompanho o mercado de influência desde quando a palavra “creator” ainda não existia em português, vê aqui algo raro: uma solução que serve à marca e paga quem trabalha. No segmento materno-infantil, onde a confiança vale mais do que o alcance, isso tem nome bonito. Chama lucro com propósito, e o mercado adora os dois juntos.