Eu estava na Gávea ontem, com as meninas, taça na mão e a conversa toda animada, quando peguei o celular pra dar uma espiada rápida no Ibope e simplesmente não consegui mais largar. Larguei as amigas conversando sozinhas, juro. Fiquei ali, hipnotizada com os números subindo, porque estreia de Copa do Mundo é assim, meu amor: a bola pode rolar fria lá nos Estados Unidos, mas aqui dentro a audiência ferve como pregão em dia de IPO.
A Globo, claro, fez o que sempre faz, entrou de salto alto e liderou com folga, cravou 30,7 pontos na Grande São Paulo e bateu pico de 31,75 no minuto final, o melhor desempenho da casa numa noite de sábado em seis anos. Mas a novidade da noite, o que me deixou genuinamente fascinada, foi o SBT, que cravou média de 8 pontos com a partida narrada pelo Galvão Bueno e ainda alcançou pico de 10,6. Para uma emissora que vive apanhando na medição, isso é o equivalente a entrar no clube dos bilionários sem ter herdado nada.
Liguei na hora pra Dani Beirute dando os parabéns, porque crescimento desses não se comemora sozinha, se telefona pra geral. E foi o que fiz, varei a noite na ronda de ligações, distribuindo elogio como quem distribui dividendo. Enquanto isso, a CazéTV do Casimiro fez o que ela faz de melhor, explodiu: 12,2 milhões de acessos simultâneos, quebrando o recorde mundial do YouTube, com a média oscilando entre 9 e 10 milhões de views ao mesmo tempo. É o tipo de número que faz qualquer executivo de TV aberta repensar a vida.
Agora segura o coração, porque tudo isso ainda é prévia. Os dados oficiais saem só na segunda-feira e os executivos já apostam que a partida pode encostar nos 12 pontos quando o consolidado for liberado, uma variação de 40% que é praticamente inédita. Ou seja, a treta da audiência mal começou, e eu vou estar aqui, com a taça numa mão e o Ibope na outra, conferindo quem vai sair dessa Copa rica de verdade e quem vai sair só com a conta do anunciante pra pagar.