Ana Paula Renault participou do Startup Summit 2026, realizado no CentroSul, em Florianópolis, e abriu sua palestra respondendo à dúvida que circulava entre os críticos: o que ela estaria fazendo em um encontro de empreendedorismo e tecnologia? A jornalista foi chamada para falar sobre storytelling, posicionamento e como startups podem transformar atenção em credibilidade.
Eu estava saindo do elevador da academia, com a bolsa no ombro e o guarda-chuva pingando no chão da recepção, quando uma amiga soltou o vídeo no grupo: “Gente, a Ana Paula deu palestra em summit e já avisou que não virou coach”. Nem passei a catraca e já parei para ouvir.

No palco, Ana Paula brincou com as perguntas sobre sua presença no evento. “Será que a Ana Paula virou startupeira?”, ironizou, antes de ouvir a provocação de que, desde que não virasse coach, poderia ser qualquer coisa.
A resposta veio sem enrolação: “Coach, não, tá? Porque o que a gente gosta é de professores, de mestres, de cientistas, de pessoas que estudam”. Pronto. Ela não foi ao summit vender fórmula milagrosa, prometer seis dígitos em sete dias ou mandar fundador acordar às 4h30 para abraçar uma árvore.
A palestra de Ana Paula se chama “Storytelling que escala: o ativo invisível das startups que crescem”. A proposta é discutir como uma boa narrativa pode ajudar negócios a conquistar clientes, investidores, talentos e parceiros. Ou seja: ela foi falar de comunicação como estratégia, não de banho gelado e pensamento positivo.

Eu finalmente passei a catraca, mas entrei no vestiário repetindo a frase. Porque, convenhamos, já basta o treino da manhã para alguém aparecer oferecendo método revolucionário. Kátia quer professor, ciência e uma aula que termine no horário. O resto pode deixar para o feed motivacional.
O Startup Summit reúne empreendedores, investidores, executivos e profissionais de tecnologia entre os dias 26 e 28 de agosto. Ana Paula dividiu a programação com nomes como Luiza Trajano, Miguel Nicolelis, Konrad Dantas e Uri Levine, cofundador do Waze.