Rico Melquiades publicou um vídeo de retratação após se tornar alvo de apuração do Ministério Público Eleitoral de Alagoas. O caso surgiu depois de uma gravação em que ele questiona pessoas que trabalham em sua residência sobre posicionamento político e ameaça demitir uma delas ao associá-la ao PT.
Quando chegou o segundo café no Pérgula, a conversa das amigas ficou séria, porque aí não é mais aquela palhaçada de influencer querendo render corte. É emprego, salário e voto. E isso mexe com a vida de quem depende de trabalho para pagar as próprias contas.

“Hoje eu quero vir a público pedir desculpa a todos os brasileiros e aos trabalhadores”, declarou Rico. “Nenhum funcionário deve sofrer qualquer tipo de coação ou imposição por parte do seu empregador.”
No vídeo que motivou a investigação, Rico pergunta quem paga o salário das mulheres e diz não querer “petista” dentro de casa. Em seguida, dirige-se a uma delas e dispara: “Tu é do PT, Manoela? Responde. Pegue suas coisas. Está demitida”.
Eu até parei de mexer na colher. Porque o voto é secreto, minha gente. Chefe não vira dono da consciência de ninguém só porque assina pagamento, compra uniforme ou tem milhões de seguidores para plateia.
O Ministério Público Eleitoral requisitou inquérito à Polícia Federal para apurar possível crime de coação eleitoral, previsto no artigo 301 do Código Eleitoral. O órgão também informou que pretende buscar, na Justiça Eleitoral, medidas para impedir a repetição de condutas semelhantes.
Rico afirmou que as quatro mulheres que aparecem na gravação são parentes dele, citando tia, irmã, mãe e prima, e disse que todas consentiram com a participação nos vídeos. “Vivemos em uma democracia e precisamos respeitar uns aos outros”, completou.

Agora, atenção ao detalhe jurídico: há confirmação de que o MPE instaurou procedimento e requisitou investigação à PF, mas a origem da retratação ainda não foi esclarecida oficialmente. O próprio Metrópoles questionou o órgão para saber se o vídeo foi espontâneo ou resultado de uma determinação.
Eu achei bonito pedir desculpas, mas desculpa não substitui apuração. E democracia não pode ser usada como legenda de post enquanto alguém é pressionado por causa da escolha que faz na urna. Agora a palavra está com a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral.