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Kátia Flávia
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Após coagir funcionárias a votar em Flávio Bolsonaro, Rico pede desculpas após virar alvo do MPE

Influenciador se retratou depois de investigação do Ministério Público Eleitoral por possível coação eleitoral envolvendo mulheres que trabalham em sua casa

Kátia Flávia

18/09/2026 16h00

Rico Melquiades publicou vídeo de retratação nas redes sociais

Rico Melquiades publicou vídeo de retratação nas redes sociais

Rico Melquiades publicou um vídeo de retratação após se tornar alvo de apuração do Ministério Público Eleitoral de Alagoas. O caso surgiu depois de uma gravação em que ele questiona pessoas que trabalham em sua residência sobre posicionamento político e ameaça demitir uma delas ao associá-la ao PT.

Quando chegou o segundo café no Pérgula, a conversa das amigas ficou séria, porque aí não é mais aquela palhaçada de influencer querendo render corte. É emprego, salário e voto. E isso mexe com a vida de quem depende de trabalho para pagar as próprias contas.

“Hoje eu quero vir a público pedir desculpa a todos os brasileiros e aos trabalhadores”, declarou Rico. “Nenhum funcionário deve sofrer qualquer tipo de coação ou imposição por parte do seu empregador.”

No vídeo que motivou a investigação, Rico pergunta quem paga o salário das mulheres e diz não querer “petista” dentro de casa. Em seguida, dirige-se a uma delas e dispara: “Tu é do PT, Manoela? Responde. Pegue suas coisas. Está demitida”.

Eu até parei de mexer na colher. Porque o voto é secreto, minha gente. Chefe não vira dono da consciência de ninguém só porque assina pagamento, compra uniforme ou tem milhões de seguidores para plateia.

O Ministério Público Eleitoral requisitou inquérito à Polícia Federal para apurar possível crime de coação eleitoral, previsto no artigo 301 do Código Eleitoral. O órgão também informou que pretende buscar, na Justiça Eleitoral, medidas para impedir a repetição de condutas semelhantes.

Rico afirmou que as quatro mulheres que aparecem na gravação são parentes dele, citando tia, irmã, mãe e prima, e disse que todas consentiram com a participação nos vídeos. “Vivemos em uma democracia e precisamos respeitar uns aos outros”, completou.

Agora, atenção ao detalhe jurídico: há confirmação de que o MPE instaurou procedimento e requisitou investigação à PF, mas a origem da retratação ainda não foi esclarecida oficialmente. O próprio Metrópoles questionou o órgão para saber se o vídeo foi espontâneo ou resultado de uma determinação.

Eu achei bonito pedir desculpas, mas desculpa não substitui apuração. E democracia não pode ser usada como legenda de post enquanto alguém é pressionado por causa da escolha que faz na urna. Agora a palavra está com a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral.

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