Cheguei da academia do Leblon, tomei banho rápido e já sentei pra bateria de reuniões que separaram minha manhã em fatias de vinte minutos. Entre uma pauta e outra, recebi o áudio de uma fonte que trabalha com harmonização facial contando a novidade quentíssima: a Anvisa acabou de aprovar oficialmente o uso da toxina botulínica no pescoço. E antes que vocês perguntem se isso é só mais uma modinha de clínica de bairro nobre, calma que eu explico.
A técnica já era aplicada informalmente havia tempos e ganhou o apelido de “Efeito Nefertiti”, numa referência ao pescoço longo e ao contorno mandibular esculpido da rainha egípcia. O procedimento aplica a toxina no músculo platisma, que fica na parte da frente do pescoço e, com os anos, vai puxando os tecidos da face para baixo feito uma cortina cansada. Relaxando essa musculatura, a mandíbula volta a aparecer sem cirurgia nenhuma.

A Dra. Carolina Prata, da SorriaMed, foi só quem explicou o óbvio que ninguém tinha parado pra pensar: todo mundo trata testa e olheira, mas esquece que é o pescoço que segura o rosto inteiro por gravidade. E ela fez questão de frisar que a técnica não reposiciona traço, só reequilibra a musculatura, o que numa cidade cheia de rosto esticado feito lona de food truck é quase um discurso revolucionário.
Quem já sabia de tudo isso muito antes da aprovação oficial foi a Yasmin Brunet, que contou nas redes em fevereiro do ano passado que tinha feito o procedimento. Ou seja, a modelo estava andando com a régua da Anvisa um ano e meio adiantada, o que no Rio de Janeiro a gente chama de vidente ou só de bem relacionada com a clínica certa. De qualquer forma, prepare o pescoço, porque agora é lei.